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sexta-feira, junho 19, 2026
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Sexta-feira (1º de maio) é dia de luta dos trabalhadores em Copacabana (Posto 5), a partir das 14h

O Sindsprev-RJ e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) convocam os servidores da seguridade e do seguro social para as atividades que acontecerão na sexta-feira (1/5), a partir das 14h, em Copacabana (Posto 5). No feriado do Dia do Trabalhador (1º de maio) os sindicatos, movimentos sociais e partidos políticos vão reafirmar a luta pelo fim da desumana escala 6 x 1 (sem redução salarial), contra a privatização dos serviços públicos e em defesa da vida das mulheres, entre outras pautas — veja a programação ao final desta postagem.

O fim da desumana escala 6 x 1 (seis dias de trabalho por apenas 1 dia de descanso) é uma luta que se insere nas mobilizações internacionais da classe trabalhadora pela redução da jornada sem redução salarial. No último dia 15 de abril, em Brasília, milhares de trabalhadores do setor privado e servidores públicos participaram de uma grande marcha que também exigiu o fim da desumana escala 6 x 1. Convocada por sindicatos e centrais como a CTB, a marcha do dia 15/4 cobrou ainda o atendimento de outras reivindicações, como garantia de soberania digital e de direitos previdenciários e trabalhistas dos trabalhadores de aplicativos.

No momento, a redução da jornada (sem redução salarial) é objeto de projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional. Entre eles está o projeto da deputada federal Érika Hilton (PSOL-SP) e o projeto enviado pelo governo Lula (PT) ao legislativo. Países como Holanda, Portugal e Reino Unido já reduziram jornadas de seus trabalhadores e estão obtendo resultados positivos, como melhoria da qualidade de vida e aumento da produtividade das empresas. Estudos preliminares realizados nesses países mostram que a redução de jornada (sem redução de salário) também evita a evasão de talentos e contribui para reduzir o estresse nos ambientes laborais.

Outra bandeira de luta do feriado de 1º de maio, a defesa da vida das mulheres é mais que urgente. Em 2025, o número de feminicídios bateu recorde no Brasil: foram 1.470 casos de janeiro a dezembro, conforme dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O total supera os 1.464 registros de 2024, a maior marca até então.

O Dia Internacional do Trabalhador (1º de maio) foi instituido como um dia de luta contra a opressão e a exploração imposta pelo capitalismo – pelos patrões e seus governos. A data é uma homenagem aos trabalhadores dos Estados Unidos e do Canadá que, em 1º de maio de 1886, na cidade de Chicago, se enfrentaram com a polícia em meio a uma greve geral pela limitação da jornada de trabalho em 8 horas diárias. Na ocasião, uma grande repressão policial causou a morte de 38 operários e ferimentos em outros 115 trabalhadores. Desde então, o 1º de maio passou a ser lembrado todos os anos como dia de luta e mobilização dos trabalhadores, apesar das tentativas da mídia patronal e governos burgueses no sentido de esvaziar o sentido de protesto relacionado à data.

Programação do dia 1º de maio em Copacabana – Posto 5

14h – 14h40

DJ (abertura)

14h40 – 16h

Falas e discursos de movimentos sociais, sindicatos, partidos e parlamentares convidados

16h – 16h40

Apresentação de samba

16h40 – 17h40

Bloco das centrais sindicais e sindicatos previamente inscritos

17h40 – 18h20

Show musical (encerramento)

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