O Agosto Lilás é uma campanha nacional de conscientização para o fim da violência contra a mulher. A iniciativa foi estabelecida por meio de uma lei, e a escolha de agosto se deu porque, neste mês, foi sancionada a Lei Maria da Penha, referência no combate à violência contra a mulher no Brasil. A participação do Sindsprev-RJ nesta campanha fundamenta-se no fato de que a violência doméstica impacta diretamente a produtividade, a segurança e a permanência da trabalhadora no mercado de trabalho.
No próximo dia 26/8, às 14h, no auditório do Sindsprev-RJ, na Rua Joaquim Silva, 98 A, na Lapa, Centro do Rio, a entidade promoverá a palestra ‘Agosto Lilás: informação, prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres’. As advogadas Jaqueline Santos e Andréa Kramer serão as palestrantes.
A violência contra a mulher no trabalho engloba qualquer conduta abusiva, discriminação, assédio moral ou sexual que fira a dignidade da trabalhadora. O Sindsprev-RJ considera essencial promover a conscientização sobre o tema, educando tanto os trabalhadores como os empregadores sobre a importância de combater a violência contra as mulheres. Isso inclui fomentar uma cultura de respeito, empatia e igualdade, para que o ambiente de trabalho se torne um local seguro e acolhedor para todos, independentemente do gênero.
Diretora da Secretaria de Gênero, Raça e Etnia do Sindsprev-RJ, Ana Soares destaca a importância de instruir a categoria sobre os casos e exemplos de feminicídio, assédio e violência que afetam as mulheres no dia a dia e no ambiente de trabalho.
“Além da gente precisar ficar atento, temos que sair em defesa da categoria. Na área da saúde, a maioria é mulher. Precisamos ficar atentos ao adoecimento dessas mulheres. São mulheres que têm suas questões de sobrevivência. Que pegam dois ou três ônibus para ir para o trabalho. Muitas vezes moram em ambiente hostil. Moram em locais que não podem entrar nem sair certa hora. Já vem com toda uma precarização, toda uma questão social. Não quero dividir mulher branca e mulher negra. As mulheres em geral precisam ser acolhidas”, apontou a dirigente sindical.
Ana Soares ressaltou ainda a importância da lei. “A importância da lei é de uma magnitude imensa. Antes da lei, a violência doméstica não era reconhecida. Tinha lei da honra, era pedido de desculpa, cesta básica e essa mulher voltava para o ambiente no qual ela sofria o assédio, sofria a violência doméstica. Hoje, não. A lei tem objetivo de punir judicialmente o homem violento, o assediador”, comentou.


