O senador Magno Malta (PL-ES) está sendo acusado de agredir com um tapa no rosto uma técnica de enfermagem do Hospital DF Star, e a xingado de ‘imunda’, no momento em que seria submetido a um exame de angiotomografia. A profissional fez um boletim de ocorrência na delegacia policial local. O senador que pertence ao partido de Jair Bolsonaro, nega as agressões.
“Todo o ser misógino e racista comete crime de ódio contra as mulheres e se acovardam negando o crime que cometeu, como justificativa”, afirmou o diretor da Secretaria de Gênero, Raça e Etinia do Sindsprev/RJ e coordenador estadual do Movimento Negro Unificado (MNUI), Osvaldo Mendes. O dirigente cobrou a punição exemplar do senador.
Com apoio do Hospital DF Star, o registro foi feito on-line. As imagens das câmeras de segurança já estão em posse da Polícia Civil.
O site de notícias Metrópoles lembra que olhar para o passado de Malta é mergulhar em um arquivo de episódios que desbotam qualquer aura de santidade. “É impossível esquecer a história de Luiz Alves de Lima, ex-trabalhador de ônibus em Vitória, que foi preso e torturado após ser acusado injustamente de pedofilia por Malta. O homem perdeu a visão, a guarda da filha e amargou nove meses de vida em um cárcere pavoroso. Restou-lhe pedir uma indenização ao Estado”, afirma o Metrópoles.
O senador também já teve seu nome envolvido no escândalo da “Máfia das Sanguessugas”, no qual foi acusado de receber propina para liberar verbas de ambulâncias — um caso que, embora não tenha terminado em condenação, colou nele o rótulo da velha política que ele diz combater.
“Por atos e palavras, não raras vezes Malta se comporta como um sacripanta. No dia 21 de maio de 2023, o jogador brasileiro Vinícius Júnior foi chamado de “macaco” por torcedores do Valência, na Espanha. Dois dias depois, em discurso no Senado, Malta satirizou o ocorrido ao perguntar: “Cadê os defensores da causa animal que não defendem o macaco?”, relata o site.



