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quinta-feira, outubro 1, 2026
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Ex-deputado bolsonarista defende projeto que tira de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil

O ex-deputado e ex-assessor especial da Presidência da República na gestão Jair Bolsonaro (PL), o pastor Vitório Galli, defendeu o projeto de lei de sua autoria, que tirava de Nossa Senhora Aparecida, o título de Padroeira do Brasil. Em entrevista ao jornalista Lázaro Thor, do site UOL, Galli, bolsonarista e candidato a deputado federal nas eleições deste ano pelo Partido Popular, disse que sua proposta tinha como objetivo ‘corrigir uma inconstitucionalidade’.

Não explicou se, no caso de ser eleito, pretenda apresentar novamente o projeto, que foi encaminhado à votação na Câmara dos deputados, em 2007, sendo arquivado em 2008.

“Que mal tem um projeto de lei desse que foi da minha autoria levado em plenário? A Casa dos Deputados é uma casa de ressonância do povo, é onde se discute, é onde se fala, por isso que é parlamento”, disse. “Parlamento vem de parlamento, é de falar, é de discutir as coisas. Então, eu não vejo nada de mal numa questão dessa não”.

Galli apresentou o Projeto de Lei 2.623/2007 em dezembro de 2007 que alteraria a Lei 6.802/1980, que estabelece o feriado nacional de 12 de outubro, substituindo o termo “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. O argumento principal é que o Estado é laico.

O texto voltou a ser discutido depois que postagens nas redes sociais e o programa “Em Pauta” da Globonews, comentaram a preocupação de setores católicos com a possível volta do projeto à Câmara caso Flávio Bolsonaro fosse eleito. O candidato negou qualquer intenção nesse sentido, embora tenha declarado em agosto, na pré-campanha, que decretaria que ‘O Brasil era do senhor Jesus, quando for presidente”, o que ajudou a confirmar as informações sobre suas intenções em relação a padroeira.

O ator Antonio Tabet chegou a fazer uma postagem em que dizia que “A família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida”. Embora não tenha tido o seu nome citado na postagem, o senador Flávio Bolsonaro entrou com ação solicitando a retirada da postagem o que foi concedido pelo ministro André Mendonça, indicado ao cargo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Flávio acusou setores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de ajudar a disseminar notícias falsas. Em resposta a CNBB respondeu divulgando nota oficial afirmando que não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações relacionadas ao processo eleitoral.

“A mentira não se combate com outra mentira”, afirmou a CNBB ao final do documento. A entidade sustentou ainda que suas manifestações relacionadas às eleições decorrem de sua missão pastoral e de princípios expressos em seus documentos, entre eles a dignidade humana, o bem comum, a democracia e a liberdade de consciência. As posições externadas pelo candidato provocaram reação negativa entre católicos.

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