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quinta-feira, outubro 1, 2026
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Lula afirma a jornal que o fim da escala 6×1 será aprovado ainda neste ano

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua empenhado na aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 221, que substitui a jornada de trabalho de seis dias por um de descanso (6×1) pela de cinco dias de trabalho por dois de descanso (5×2). Por pressão de parlamentares da extrema direita, entre estes o senador Flávio Bolsonaro, candidato a presidente pelo PL, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), está impedindo a votação da proposta há quatro meses.

Lula tem negociado com Alcolumbre, que já declarou publicamente que não colocará a PEC em votação antes do primeiro turno. Graças a estas articulações, conseguiu de Alcolumbre o compromisso de colocar a proposta em votação, a partir do segundo turno.

A PEC foi aprovada na Câmara dos Deputados em 27 de maio. O texto tem os deputados Érika Hilton (PSOL-SP) e Reginaldo Lopes (PT-MG) como autores. Érika lembra que a jornada atualmente em vigor significa a manutenção de um regime de semiescravidão, que adoece trabalhadoras e trabalhadores e tem que ser revista. “As pessoas têm direito a viver, ter tempo para o lazer e para a sua família. É um absurdo que setores do Senado continuem barrando este projeto tão importante para a população”, afirmou.

Numa entrevista na quarta-feira (30/9) ao jornal O Estado de S. Paulo, Lula disse que o fim da escala de trabalho 6 por 1 será aprovada ainda neste ano, antes do próximo mandato presidencial. “É inexorável, ela vai ser aprovada. Antes do próximo presidente tomar posse, ela será aprovada”, afirmou Lula.

Questionado sobre se não faltaria ao governo promover mobilizações populares para pressionar o Congresso a aprovar algumas pautas, Lula respondeu que “não é hábito” no Brasil que se convoque o povo para “ir para a rua” “fazer as brigas” contra o Congresso ou contra o governo.

“O movimento social tem sua direção, tem sua autonomia, tem sua pauta de reivindicação. Eles que têm que ir para a rua fazer a briga que tem que ser feita. Eu digo sempre, se vocês reivindicarem e fizerem pressão, a gente aprova”, afirmou.

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