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sexta-feira, setembro 25, 2026
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Flávio Bolsonaro nega que queira tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil

O senador e candidato à presidente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), negou que queira tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil, após a circulação de conteúdos com a denúncia. Afirmou que a informação era falsa.

“Estamos aqui na correria de agenda em Minas Gerais e sou surpreendido com uma mentira, uma fake news daquela, pra variar, que a milícia do PT está inventando na internet: que eu iria tirar a padroeira do Brasil. Isso é uma grande mentira. Não tem pé nem cabeça. Não existe esse projeto”, afirmou.

Segundo a revista Fórum, o assunto começou a circular quando o próprio senador afirmou durante a pré-campanha que, caso fosse eleito presidente, decretaria que o Brasil “pertence a Jesus Cristo” — declaração que dialoga com os interesses do eleitorado evangélico. Como é sabido, setores evangélicos consideram os santos inexistentes, tratando suas imagens como ‘bonecos’ o mesmo acontecendo com Maria, a mãe de Jesus.

Na quarta-feira (24/9), a jornalista Maria Cristina Fernandes, no programa “Em pauta” da GloboNews, mencionou a existência de uma reação de setores da Igreja Católica a uma movimentação de grupos evangélicos para retirar Nossa Senhora Aparecida do posto de padroeira nacional.

“Tem um movimento na Igreja Católica de reação a uma parcela de evangélicos que está mobilizando um projeto de lei para tirar a Nossa Senhora de Aparecia da condição de padroeira, que, pode sim, surtir efeito entre os católicos a favor de Lula”, disse a jornalista. A informação foi desmentida à noite pela emissora.

Segundo a revista Fórum, o projeto de lei, na verdade, é de 2007, de autoria do então deputado federal Victório Galli Filho, e propunha alterar a denominação oficial da santa católica. Após se aproximar do bolsonarismo, Galli foi nomeado assessor especial da Presidência da República por Jair Bolsonaro em 2019.

A discussão ganhou repercussão porque Galli, que hoje disputa novamente uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Progressistas (PP) em Mato Grosso e apoia a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, é o autor da proposta que, em 2007, previa substituir o título de “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”.

A Fórum acrescenta que a proposta não avançou na Câmara dos Deputados e acabou arquivada em 2008. Pastor evangélico e integrante da bancada evangélica durante sua passagem pelo Congresso, Victório Galli construiu sua trajetória política associada a pautas conservadoras ligadas à religião.

A aproximação com Jair Bolsonaro se consolidou ao longo dos anos. Em 2018, Galli disputou a reeleição para deputado federal pelo PSL, partido pelo qual Bolsonaro concorreu à presidência naquele ano. Durante a campanha, declarou apoio ao então candidato e passou a atuar próximo do grupo político que chegaria ao Palácio do Planalto.

Após a vitória de Bolsonaro, Galli foi nomeado, em fevereiro de 2019, assessor especial da Presidência da República, passando a integrar a estrutura do governo federal. A relação com a família Bolsonaro também aparece em registros públicos. Fotografias divulgadas em redes sociais mostram Galli ao lado de Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro em diferentes momentos.

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