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sexta-feira, junho 19, 2026
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Presidente do PSTU é condenado por ‘discurso de ódio’ contra Israel por genocídio de palestinos

Atendendo a uma ação movida pela Confederação Israelita do Brasil (Conib) e pela Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp), o juiz Massimo Palazzolo, da 4ª Vara Criminal Federal, condenou o presidente e fundador do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), José Maria de Almeida, a dois anos de prisão – em regime aberto – alegando “promover um discurso de ódio e racismo ao Estado de Israel, pregando de forma velada a expulsão dos judeus, de sua terra ancestral no Oriente Médio”.

A base para a ação das entidades judaicas foi uma fala feita em discurso pelo dirigente do PSTU – na Avenida Paulista, durante um ato realizado em 22 de outubro de 2023 – condenando o genocídio de Israel em Gaza, que matou mais de 70 mil civis inocentes, entre crianças e adultos. Nela, José Maria faz referência explícita ao grupo sionista, que está no poder em Israel, defendendo o direito do povo palestino à defesa.

“Todo ato de força, todo ato de violência do povo palestino, contra o sionismo é legítimo, e nós temos que apoiar aqui na palestina e em todo o mundo. (…) Mas não só pra isso, é pra também colocar, de uma vez por todas, um ponto final no estado sionista de Israel. Para que possa florescer o estado palestino, laico, democrático, do Rio Jordão ao mar”, disse José Maria na ocasião.

Em documento divulgado nesta quarta-feira (29/4), a Federação Nacional (Fenasps) prestou solidariedade ao presidente do PSTU. “Estas decisões soam como uma ameaça a todos que lutam pela liberdade do povo palestino, que está massacrado por Israel, quem ousar denunciar os crimes de guerra dos sionistas ou criticar os atos de barbárie e a crueldade contra quem quer que seja, ataques foram extensivos a Síria, Líbano e Irã. Não há outra palavra para definir o que Israel fez ao povo de Gaza que não seja genocídio. E parece que falar disso, no Brasil virou motivo de processos judiciais altamente suspeitos”, afirma o documento. E acrescenta: “Reiteramos nossa solidariedade ao companheiro Zé Maria e que a própria Justiça Federal, em recurso a ser interposto, corrija essa condenação absurda”.

“Repudiamos a sentença da Justiça Federal e somos solidários ao nosso companheiro e dirigente nacional José Maria de Almeida”, afirmou o coordenador do Movimento Negro Unificado do Rio de Janeiro, Osvaldo Mendes, diretor do Sindsprev/RJ. A deputada Luiza Erundina (PSOL-SP), também prestou solidariedade ao militante histórico da esquerda, Zé Maria, “em razão de manifestações políticas e críticas à respeito da tragédia humanitária em curso no Oriente Médio contra o povo palestino. É inaceitável! Meu apoio ao Zé Maria e a todos que seguem na defesa intransigente dos direitos humanos, da justiça e da livre manifestação do pensamento”, disse em nota oficial.

Israel expande zona de ataques – O governo de Israel, continua expandindo suas ações, passando também, com o apoio dos Estados Unidos, a bombardear o Irã, a Síria e o Líbano. Na segunda-feira, 27, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil confirmou que dois brasileiros foram mortos no Líbano por ataques de Israel. Morreram uma mulher e seu filho, de 11 anos. O pai da criança, libanês, também morreu no ataque.

A família estava em casa quando o bombardeio israelense ocorreu, mesmo em meio a um cessar-fogo. Conforme o governo do Líbano, 2,5 mil pessoas morreram e mais de 7,5 mil ficaram feridas desde o início da guerra. Segundo o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, mais de 1,2 milhão de pessoas já foram deslocadas em todo o Líbano. Já nos ataques atuais de Israel a Gaza, iniciados em outubro de 2023, já foram mortas mais de 70 mil pessoas.

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