Servidores do Ministério da Saúde cedidos aos municípios voltaram a receber a insalubridade. Mas nem todos. A verba havia sido suspensa quando da cessão aos municípios, uma situação irregular que começou a ser revertida a partir das negociações do dia 3 de fevereiro com a superintendente do MS no Rio, Cida Diogo, e, depois em 2 de abril, com Elaine Machado Lopez, do Departamento de Gestão Hospitalar (DGH). Outras reuniões aconteceram antes, desde outubro de 2025.
A diretora da Secretaria de Imprensa do Sindsprev/RJ, Maria Ivone Suppo, alertou, no entanto, que o pagamento não foi retomado a todos os servidores com direito à insalubridade. “Esperamos que o problema seja resolvido em breve. Há também outra questão que vamos fiscalizar para ver se será implementada, que é o pagamento do retroativo, ou seja, o valor referente ao tempo em que a verba ficou suspensa. Caso estes dois pontos não sejam resolvidos, vamos agendar nova negociação e cobrar a solução imediata, até porque tudo isto foi acertado na reunião nossa com o DGH em 2 de abril”, afirmou Ivone.
Também diretora do Sindsprev/RJ, Ivanilda Ferreira comemorou o retorno do pagamento que aos poucos vai acontecendo. “Desde outubro de 2025, dirigentes do Sindicato participaram de agendas para tratar desta situação que não só gerava insegurança laboral, mas também prejudicaria o servidor no cálculo da sua aposentadoria. É mais uma conquista do movimento sindical, assegurando direitos ao trabalhadores. É fundamental que a sociedade entenda e apoie o fortalecimento dos movimentos sindicais. Vivemos um movimento de políticas que reduzem ou cessam direitos já conquistados. Como servidora da saúde e técnica de Enfermagem recebo com alegria essa notícia, pois a Enfermagem é uma categoria que luta há décadas por valorização e reconhecimento”, afirmou.
A dirigente orientou os cedidos a acessar o aplicativo Sou.Gov. Ali encontrarão todas as orientações sobre o que fazer para voltar a receber a insalubridade. “Vão ler as orientações sobre como receber em seu e-mail a ficha para preencher – o que pode ser feito com a ajuda do Recursos Humanos da unidade -, e enviar para o Ministério da Saúde a fim de voltar a receber a insalubridade e também o adicional noturno”, explicou.
Pelo Sindsprev/RJ, participaram das negociações, os diretores Maria Ivone Suppo, Ivanilda Ferreira, Heloísa Fonseca, Sebastião de Souza, Cristina Venetilho e Carla Letícia Barbedo, além da servidora Tatiana. Na reunião de 2 de abril, pelo DGH, além de Elaine Machado, estiveram presentes gestores da área de pessoal do departamento.
Na reunião de abril foram abordadas importantes questões de interesse dos servidores da rede federal do Rio, como pagamento do adicional de insalubridade, situação do auxílio-transporte, ponto biométrico, remoções/cessões de trabalhadores das unidades federais descentralizadas, insatisfações dos servidores perante a cobrança de 40h, APH, homologação do ponto dos grevistas do HFL, convênio do Ministério da Saúde com a Wellhub, reunião mensal com o DGH e imposto de renda.

Matéria feita à época pelo jornalista da Secretaria de Imprensa do Sindsprev/RJ, André Pires Pelliccioni, explicava que, especificamente em relação ao adicional de insalubridade, o DGH afirmou que divulgaria uma orientação no Sou.Gov, detalhando passo a passo da ficha a ser preenchida sobre atividade laboral, para onde deveria ser encaminhada e a documentação necessária. O texto informava, ainda, sobre o pagamento do retroativo.
“Segundo o DGH, os servidores que comprovarem a insalubridade receberão os valores retroativos. O DGH alegou ter sido informado de que a maioria dos servidores já tinha tido o pagamento restabelecido. O DGH então pediu que fosse encaminhada a listagem dos servidores cedidos que não tiveram seus pagamentos restabelecidos”, acrescentava a matéria.
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