O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esteve em Mesquita, na última quinta-feira (14/5), na inauguração do Complexo de Saúde São José, localizado no bairro de Santa Terezinha. A iniciativa teve um significado importante para a população, mas a presença do ministro rendeu esperança para os agentes de endemias do Estado do Rio de Janeiro. A categoria aguarda o reajuste das gratificações Gacen (Gratificação de Atividade de Combate e Controle de Endemias), Gecen (Gratificação Especial de Combate e Controle de Endemias) e Geace (Gratificação de Exercício da Atividade de Combate às Endemias), o que tornaria seu rendimento mensal mais digno.
Segundo o ministro, o estudo sobre o reajuste está “bem encaminhado”. A proposta de equiparação e reajuste das gratificações no valor de R$ 3.400 foi enviada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), e a expectativa é de que seja resolvida em breve. Os diretores do Sindsprev/RJ Enilton Felipe, Pedro Jorge Gomes de Lima e Octaciano Gomes Ramos falaram sobre o assunto.
“Falamos com ele sobre a indenização de campo para os companheiros mais antigos e o reajuste das gratificações Gacen, Gecen e Geace. Ele foi muito receptivo com os servidores. Esperamos que esse reajuste aconteça até o final deste ano”, apontou Enilton Felipe, diretor do Sindsprev/RJ.
Pedro Jorge Gomes de Lima, também diretor do Sindsprev-RJ, ressaltou que a questão das gratificações só depende de alteração de portaria – ato administrativo normativo de caráter interno ou executivo que serve para orientar e detalhar a aplicação de uma lei na prática.

“As entidades nacionais estão se mobilizando para conseguir essa alteração de portaria. Trata-se de um esforço conjunto de todo o movimento sindical e de entender também que é possível resolver a partir de mobilização”, enfatizou o dirigente sindical.
Plano de Saúde da Geap
O dirigente do Sindsprev/RJ chamou a atenção para a situação do reajuste abusivo nas mensalidades do plano de saúde da Geap. Segundo ele, um gestor da Geap disponibilizou para as entidades sindicais nacionais a movimentação que está sendo feita sobre o assunto.
“Ele [gestor da Geap] está cumprindo as determinações judiciais de modo que atendam à demanda de todos os trabalhadores e trabalhadoras. A categoria está sofrendo porque está pagando um valor altíssimo e não tem condição de continuar com a Geap. Ou o cara paga o plano ou come. O salário que ganha hoje não é compatível com o plano de hoje. Estamos trabalhando com a redução de 45%, além do retroativo dos meses em que ocorrerem o desconto que será pago por boleto para quem paga por boleto ou contracheque para quem é descontado no contra-cheque”, explicou.



