A Conferência Distrital de Saúde da Área Programática (AP) 3.1, realizada nesta terça-feira (2), na Unisuam, em Bonsucesso, chamou a atenção pelo grande número de profissionais de saúde e usuários presentes ao evento. O debate foi sobre o aperfeiçoamento do financiamento do SUS, a ampliação da participação popular nos conselhos gestores e a reestruturação dos modelos de atenção básica.
O encontro serviu como etapa preparatória para a Conferência Municipal de Saúde, que será realizada de 1º a 3 de julho, no Centro do Rio.
Os quatro eixos debatidos na Conferência Distrital de Saúde da Área Programática (AP) 3.1 seguem as diretrizes mobilizadoras da 18ª Conferência Nacional de Saúde, que têm norteado os encontros das Áreas Programáticas do Rio de Janeiro:
1 – Democracia e Saúde: Fortalecimento do controle social e garantia da saúde como um direito fundamental.
2 – Financiamento do SUS: Discussões sobre o aperfeiçoamento dos mecanismos de repasse e aplicação de recursos financeiros de forma adequada.
3 – Emergências Climáticas e Justiça Socioambiental: Debates sobre os impactos ambientais na saúde pública e o preparo do território.
- Modelo de Atenção e Gestão em Saúde: Otimização dos serviços, governança e integração do cuidado no âmbito do SUS.
Osvaldo Sergio Mendes, dirigente do Sindsprev-RJ e presidente do Conselho Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, destacou os eventos extremos e a Justiça Socioambiental como principais temas discutidos na Conferência. Segundo ele, as emergências climáticas afetam de maneira desproporcional territórios vulneráveis e comunidades marginalizadas.
“O colapso ecológico afeta a Saúde Pública, exigindo que o SUS tome providências para proteger populações em risco”, enfatizou.
O sindicalista explicou que os desastres, como enchentes, deslizamentos e secas severas geram traumas físicos, perdas materiais, insegurança alimentar, agravando a saúde mental das populações atingidas.
“A saúde está em todos os aspectos, inclusive no setor de ambiente, que é justamente a ação de defender a vida, através da questão sócioambiental. Sem isso não se tem saúde. Para isso, é fundamental a preservação de florestas e mares. Para nós é de suma importância esse processo porque representa a vida”, comentou o dirigente sindical.
Maria de Fátima Gustavo Lopes, usuária do SUS e Conselheira Municipal de Saúde, ressaltou que a discussão dos quatro eixos da Conferência Nacional de Saúde valorizam o trabalhador.

“As conferências são organizadas em eixos que debatem políticas públicas, precarização, direitos humanos e controle social para assegurar a dignidade do trabalhador. Temas importantes como contratos intermitentes e o trabalho em plataformas digitais podem levar à superexploração e ao adoecimento mental, analisou.




