Na tarde desta quinta-feira (6/2), o Sindsprev/RJ recebeu denúncias sobre os transtornos causados pela falta de ar-condicionado a servidores e usuários da APS de Nilópolis do INSS. Na denúncia, servidores da APS Nilópolis manifestam a intenção de paralisar suas atividades e relatam situações absurdas, como a improvisação no uso de ventiladores como tentativa de aliviar um pouco o insuportável calor nas dependências da agência. Problema que também atinge outras APS do INSS no Estado, como a de Angra dos Reis, onde a falta de refrigeração já se tornou crônica.
Imediatamente após o Sindsprev/RJ tomar conhecimento da situação na APS Nilópolis, o servidor Rolando Medeiros, dirigente do sindicato, enviou mensagem ao presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, de quem solicitou providências urgentes, sobretudo considerando um verão onde, segundo a meteorologia, a sensação térmica no Rio de Janeiro já é de 54 graus.
Em 8 de janeiro deste ano, durante reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), o problema da falta de refrigeração em agências do INSS foi apresentado diretamente ao ministro Carlos Lupi, a Stefanutto e à diretora de orçamento, finanças e logística do INSS, Débora Aparecida Andrade Floriano. No dia seguinte [9 de janeiro], Débora informou que a empresa responsável pelo serviço de manutenção de refrigeração rompeu o contrato com o INSS em dezembro de 2024 e assim deixou de fazer o serviço. A diretora de orçamento, finanças e logística informou ainda que o INSS estava promovendo nova licitação que deverá ficar pronta somente ao final de fevereiro, e que uma das soluções paliativas propostas seria usar aparelhos portáveis de ar-condicionado para colocar nas APS de Angra e Nilópolis.
“Apesar de bem-intencionada, a colocação de aparelhos portáteis não resolve o problema porque o ar quente terá de sair dos ambientes das APS. Além do mais, servidores e usuários não podem esperar que a licitação só seja concluída quase ao final do verão carioca com suas temperaturas extremamente elevadas”, afirmou Rolando, que em janeiro também procurou o superintendente do INSS no Rio, Marcos Fernandes, em busca de solução. “Infelizmente, naquela ocasião ele me respondeu que estava de férias e não repassou a demanda a seu substituto. O fato é que não é mais possível aos servidores continuarem trabalhando nessa condição. A administração do INSS não pode tratar a questão no ritmo que ela quer”, completou Rolando.
Servidor lotado na APS Ramos, Camilo de Jesus reforçou as críticas à precariedade no INSS. “Realmente é muito preocupante a situação da climatização das agências. Temos previsões de que em fevereiro e março o Rio de Janeiro vai ferver. Se atualmente a situação já está crítica, imaginem se as previsões se confirmarem? Assim como os computadores das APS, os aparelhos de ar-condicionado são na maioria antigos, precários e insalubres, além de não gelarem o suficiente e estarem cheios de poeira e microorganismos. Vale lembrar que o INSS, de forma arbitrária, suspendeu a insalubridade de centenas de servidores, o que acaba sendo uma outra bandeira de luta que temos que emplacar. Acredito que, além das visitas e mediações diretas com os gestores, podemos tensionar abrindo uma denúncia direta no Ministério do Trabalho e na OIT”, disse.