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quinta-feira, novembro 5, 2026
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Eleitor dos Estados Unidos segue exemplo do Brasil e derrota extrema-direita

Agradecimentos de deputados eleitos e influenciadores digitais dos Estados Unidos aos eleitores brasileiros mostraram como a mobilização nas ruas e nas redes sociais daqui deram o exemplo de como fazer para derrotar a extrema-direita lá também. Como no Brasil – onde o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu de virada o candidato Flávio Bolsonaro (PL), no segundo turno, após uma ampla mobilização popular nas ruas e também nas redes sociais -, nos EUA, o Partido Democrata seguiu a receita brasileira e derrotou a extrema-direita comandada pelo presidente Donald Trump, do Partido Republicano, nas chamadas eleições de meio de mandato.

A vitória do Partido Democrata nas eleições de 3 de novembro, que retirou dos republicanos o controle da Câmara dos Representantes e do Senado, provocou uma onda de manifestações de agradecimento ao Brasil. Em publicações na madrugada desta quarta-feira 4, usuários das redes sociais nos EUA atribuíram ao país parte da inspiração para o resultado, em referência à reeleição do presidente Lula e à derrota de Flávio Bolsonaro.

Uma das publicações afirma que o Brasil provocou uma mudança na política internacional e devolveu a esperança ao mundo. O país mostrou como é possível deter o avanço do fascismo em todo o planeta.

Mensagens como “Vocês nos deram esperança” e “Espero que estejam orgulhosos de nós” foram algumas das que surgiram depois que candidatos democratas obtiveram vitórias extremamente difíceis em estados predominantemente republicanos. A vitória dos democratas foi histórica. O partido ampliou a presença no Congresso, conquistou governos estaduais e avançou até em redutos tradicionalmente republicanos.

Apelidada de ‘tsunami azul’, a eleição deu aos democratas a maioria no Senado e na Câmara, impondo ao Partido Republicano, principalmente à extrema-direita de Trump, uma grande derrota. Diferentemente do Brasil, o Congresso dos Estados Unidos é renovado parcialmente a cada dois anos. Quando ocorrem na metade do mandato presidencial, essas eleições são chamadas de midterms, ou eleições de meio de mandato.

Não é fácil prever as ações e as oscilações de Donald Trump a partir de agora. Como presidente, transformou mudanças de rumo político em armas. O presidente pode se sentir tentado a ofuscar a derrota acachapante nas eleições de meio de mandato com ações no exterior.

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