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quinta-feira, novembro 5, 2026
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Flávio Bolsonaro, que fugiu do Brasil, pode ser deportado dos EUA

A vitória do Partido Democrata nas eleições de 3 de novembro reforçou a possibilidade de o candidato derrotado nas eleições do Brasil em 25 de outubro, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ser deportado. Ofício neste sentido foi enviado por deputados democratas, entre eles Robert Garcia, reeleito pela Califórnia nas eleições de meio de mandato, ao Departamento de Estado.

O documento cobra, também, explicações do governo Donald Trump sobre a participação de autoridades norte-americanas na fuga de Flávio para os Estados Unidos. Em carta enviada em 2 de novembro ao Departamento de Estado, Garcia solicitou que o senador brasileiro seja deportado “imediatamente”.

O deputado também questionou a entrada de Flávio no país, diante das investigações em andamento no Brasil. “Se o presidente alega que não deseja a entrada de criminosos nos EUA, por que permitir a entrada do sr. Bolsonaro?”, escreveu. Em outro trecho, afirmou: “O sr. Bolsonaro deve ser enviado de volta ao Brasil imediatamente para responder perante a Justiça”.

O filho de Jair Bolsonaro, após perder a eleição no segundo turno para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fugiu por temer ser preso por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre e Moraes. Moraes é relator do inquérito que apura suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio, que obteve licença para operar uma bet do então governador do Rio, Cláudio Castro. O nome de Flávio apareceu em mensagens com Willer e, por isso, o caso foi remetido ao STF. No dia 25 de outubro, Moraes expediu uma ordem para que Flávio entregasse seus passaportes, o que o impediria de sair do Brasil.

Ao invés disto, o senador fugiu para a Argentina, em 28 de outubro, e depois para os EUA, com escala no Equador, num avião, que segundo os jornais The New York Times e Wall Street Journal, foi contratado por Jason Miller, assessor do presidente dos EUA, Donald Trump. A Casa Branca não se pronunciou sobre o assunto. Flávio e família entraram nos Estados Unidos pela Flórida, após a concessão pelo governo daquele país, de um visto humanitário, destinado a pessoas perseguidas políticas.

Os inquéritos no STF – Moraes é relator de um dos dois inquéritos abertos no STF: o senador seria sócio oculto do advogado Willer Tomaz na casa de apostas Best Bet. Registros o apontam como “usuário master” de conta na Ilha da Madeira. O segundo inquérito, sob relatoria do ministro André Mendonça, apura suspeita de lavagem de dinheiro e evasão de divisas em aportes do empresário Daniel Vorcaro ao filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro

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