O Sindsprev/RJ realiza um debate pelo Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes de Trabalho no próximo dia 29 de abril, uma quarta-feira, às 11h, no auditório do sindicato. Participam da mesa profissionais do setor e lideranças que atuam na defesa da vida e da saúde da classe trabalhadora.
Estarão presentes Dani Balbi, deputada estadual e presidenta da Comissão de Trabalho da ALERJ; Enfermeira Rejane, deputada federal, Dany Moretti, da Secretaria de Saúde da CTB e Conselheira Nacional e Estadual de Saúde; Gisela Nabuco Majela Sousa, procuradora do Trabalho e Vice-Coordenadora da Codemat, Coordenadoria Nacional de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho e da Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora e Chris Gerardo, dirigente do Sindisprev/RJ e da Secretaria Nacional de Relações de Trabalho da CTB.
Pequena prévia: bate-papo com Christiane Gerardo.
- Qual a importância da existência de um dia em memória das vítimas de acidente de trabalho?
CG – Tem uma importância profunda no campo social, jurídico e político. Ele vai muito além de uma data simbólica, é um instrumento de luta, conscientização e transformação. É uma data que marca o rompimento com a invisibilização dessas mortes e acidentes, muitas vezes tratadas como “estatística”. O dia também cumpre papel de denúncia pública das condições precárias, inseguras e insalubres que ainda marcam diversos setores como e o caso da seguridade e seguro, marcado pelo subdimensionamento, pela exposição expressiva ao sofrimento alheio, pelo adoecimento, pela falta de segurança no exercício profissional, na precarização da relação de trabalho, onde acidentes biológicos, químicos e físicos ocorrem com frequência.
- Mudou alguma coisa nos últimos anos em relação aos cuidados necessários para evitar acidentes e doenças ocupacionais?
CG – Não houve investimento que evidenciem mudanças nos paradigmas de ocorrência de acidentes por omissão e negligência de segurança no trabalho, demonstrando que não são “fatalidades”, mas consequência da falta de investimento estrutural, concurso público e aprimoramento da tecnologia na assistência à saúde, onde as debilidades são comuns em nível nacional.
- Quais as principais bandeiras na luta por melhorias na segurança do local de trabalho?
CG – Concurso público, investimento em tecnologia e inovação, maior efetivação do diálogo tripartite, acompanhamento da saúde do trabalhador.




