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segunda-feira, setembro 28, 2026
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Pesquisas apontam ampliação da diferença de Lula em relação a Flávio Bolsonaro

A pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (28/9), mostrou um crescimento dos votos de Luiz Inácio Lula da Silva e o aumento da diferença do petista em relação ao candidato Flávio Bolsonaro (PL). A seis dias do primeiro turno, Lula aparece com 42% das intenções de voto para a Presidência, contra 37% do seu adversário.

A vantagem de Lula, que era de três pontos percentuais no levantamento anterior, passou para cinco. Com margem de erro de dois pontos, o resultado deixa de configurar empate técnico no primeiro turno.

Na comparação com a pesquisa anterior, Lula avançou de 40% para 42% no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro manteve os 37%. Entre os demais candidatos, Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD) aparecem com 5% cada, seguidos por Renan Santos (Missão), com 4%. Romeu Zema (Novo) e Samara (UP) têm 1% cada. Brancos e nulos somam 3%, enquanto 2% dos entrevistados estão indecisos.

Nos votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, Lula registra 44%, ante 39% de Flávio. No cenário espontâneo, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, o presidente tem 41%, enquanto o senador chega a 35%. Segundo a pesquisa, 87% dos eleitores afirmam que a decisão de voto já é definitiva, e 12% dizem que ainda podem mudar de escolha até 4 de outubro.

Eleição no primeiro turno – O presidente Lula chegou a 47,7% dos votos válidos no cenário espontâneo, aproximando-se da marca necessária para uma vitória ainda no primeiro turno. O levantamento foi realizado entre os dias 25 e 27 de setembro de 2026, em todo o país. Lula teve uma alta de 1,7 ponto em relação à rodada anterior. Flávio Bolsonaro registra 40,7%, avanço de 1,6 ponto. A distância entre os dois chega, portanto, a sete pontos percentuais.

Lula cresceu entre católicos e evangélicos. Passou entre os católicos de 44% para 47%. Entre os evangélicos Lula subiu de 26% para 31%. Em ambos os casos a subida talvez seja consequência da polêmica relativa a Nossa Senhora Aparecida. Já Flávio Bolsonaro caiu, entre os católicos, de 40% para 39%. Flávio Bolsonaro, entre os evangélicos, caiu de 51% para 50%. Católicos e evangélicos são 78% do eleitorado.

Quaest – Outra pesquisa divulgada foi a Quaest: com redução de indecisos (10% -> 5%) e voto útil (16% -> 12%) nos últimos 15 dias, Lula começa a última semana do 1º turno na liderança com 39%. Flávio chega a 34%. Cury e Caiado têm 4% cada, empatados com Renan, que tem 3% e Zema com 1%.

A recuperação de terreno de Lula aconteceu de forma mais clara em 3 subgrupos: entre as mulheres. O que era um empate duas semanas atrás, virou uma vantagem de +9 pp em favor de Lula. Lula também abriu mais vantagem sobre Flávio entre eleitores de baixa renda, aparecendo com uma vantagem de +26 pontos percentuais sobre Flávio.

A mesma tendência foi observada entre os beneficiários do Bolsa Família. Neste segmento, Lula voltou a ter 59% das intenções de voto, contra 27% de Flávio. O aumento da vantagem entre mulheres, eleitores de baixa renda e beneficiários do BF parece estar muito associado ao pacote de medidas anunciado pelo governo na última semana. A restrição às bets é aprovada por 62%, o reajuste do Bolsa Família por 59% e a distribuição das canetas emagrecedoras no SUS por 58%.

Nossa Senhora – As mulheres são as que mais aprovam as medidas: 64% delas aprovam proibição às bets, e 62% aprovam tanto as canetinhas no SUS quanto o reajuste do Bolsa Família. Também houve uma leve recuperação entre católicos. Lula aparece com +13 pp à frente de Flávio neste subgrupo, o melhor resultado do presidente nesse segmento desde 14/ago. Entre evangélicos, a vantagem de Flávio diminuiu.

O questionário já havia sido registrado no TSE quando a polêmica envolvendo N.S. Aparecida foi iniciada nas redes. Mas há forte evidência de que o tema favoreceu Lula ao aumentar o medo da volta da família Bolsonaro entre católicos.
Medo de Bolsonaro é maior entre as mulheres – O medo da volta da família Bolsonaro à Presidência também cresceu entre mulheres. Enquanto o medo de Lula continuar no poder cresceu entre os homens. Ou seja, o gap de gênero aumentou nessa reta final de 1º turno.

Outra boa notícia para o governo é a melhora relativa na aprovação do governo. Semana passada, o saldo negativo do governo era de -6 pp, agora esse saldo negativo caiu para -3 pp. Lula volta a ter probabilidade acima de 50% de reeleição. A probabilidade de reeleição só não é maior porque Lula continua tendo um saldo negativo de avaliação (-7 pp.). Nenhum presidente foi capaz de vencer eleição no Brasil com saldo negativo a essa altura da corrida presidencial.

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