O Instituto Genial/Quaest divulgou na segunda-feira (20/9), uma pesquisa, não sobre em quem o eleitor vai votar para presidente, mas em quem acredita que vá vencer o pleito. O levantamento mostrou que a maioria dos eleitores acreditam que o presidente Lula (PT) será reeleito. Segundo o instituto, 55% esperam uma vitória do petista, enquanto 25% acham que Flávio Bolsonaro (PL) será eleito presidente.
A crença de que Lula será reeleito cresceu seis pontos percentuais desde a última pesquisa, realizada em abril: antes, 49% acreditavam na vitória de Lula e 32% que Flávio sairia vencedor do pleito.
A pesquisa ouviu 2.004 brasileiros entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-07181/2026.
Intenção de voto – Na última pesquisa da Quaest sobre intenção de voto para presidente, Lula aparece à frente com 37%, e Flávio Bolsonaro (PL) chega a 33%. Com a margem de erro de dois pontos, Lula pode ter de 35% a 39%, enquanto Flávio pode ter entre 31% e 35%. Numa entrevista ao portal da Globo, o G1, o diretor da Quaest e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Felipe Nunes avalia o momento atual da corrida pelo Palácio do Planalto.
Há uma semana, Lula tinha 36% e Flávio Bolsonaro, 31%. Lula oscilou um ponto para cima, e Flávio, dois. Entre os muito interessados na eleição, Lula aparece com 43% e Flávio com 41% no 1º turno. Os outros candidatos somam 10%. A menos que todos esses eleitores de outros migrem para os dois mais bem colocados, a eleição vai para o 2º turno.
Na Quaest mais recente, Lula tem 57% das intenções de voto no Nordeste, contra 31% de Flávio Bolsonaro. Um dado interessante, é que no Sudeste, Flávio caiu de 47% para 43% e Lula, subiu de 31% para 36%. Agora, os dois estão em empate técnico na região. Entre mulheres, Lula aparece com 44% das intenções de voto no 2º turno, ante 37% de Flávio.
No cenário de segundo turno mais provável, Flávio e Lula continuam empatados. O candidato do PL mantém os 42% (na margem pode ter de 40% a 44%), enquanto o candidato do PT oscila positivamente para 41% (podendo chegar entre 39% e 43%).
A favor de Lula está o percentual majoritário que acredita que ele vá vencer a eleição. É o bandwagon effect — ou “efeito adesão ao vencedor”. Quem parece que vai vencer tende a se expressar mais, o que acaba mobilizando mais gente em volta. Em eleições competitivas, a expectativa de vitória funciona como capital político.
Datafolha – A pesquisa estimulada (que cita o nome dos candidatos) divulgada pelo Instituto Datafolha no dia 14 de setembro mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na frente com 39% dos votos e Flávio Bolsonaro (PL) com 35%. O restante dos candidatos aparece num patamar bem abaixo: Augusto Cury (Avante), com 6%; Ronaldo Caiado (PSD), com 4%; Renan Santos (Missão), com 3%; e Zema (Novo), com 2%.
Os nomes de Samara Martins (UP), Rui Costa Pimenta (PCO), Clariana Barão (DC) e Edmilson Costa (PCB) aparecem com 1% cada um. Veterinário Wilson Graça (Democratas) e Hertz Dias (PSTU) não atingiram 1%; 6% votariam em branco ou nulo; 4% são de indecisos.
Na pesquisa espontânea do Datafolha, em, que os nomes não são citados, Lula aparece mais à frente com 33% (na anterior, tinha 31%), e Flávio Bolsonaro com 25% (na anterior, 22%). A parcela de indecisos foi de 23%, mais baixa que a anterior de 26%.
Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio, o Datafolha registrou 46% para Lula e 44% para Flávio. Como a diferença também fica dentro da margem de erro, os dois aparecem tecnicamente empatados no cenário.
A duas semanas do primeiro turno das eleições de 2026 as cinco pesquisas divulgadas na última semana mostram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) numericamente à frente de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno. BTG/Nexus, Quaest, AtlasIntel e Datafolha registram empate técnico em uma eventual segunda etapa da eleição.
A CNT/MDA é a exceção e aponta vantagem de Lula superior à margem de erro: Lula tem 47,3%, contra 40% de Flávio, uma vantagem de 7,3 pontos percentuais.

