No dia 17 de dezembro do ano passado, Júlia Benette Rodrigues entrou para a estatística de feminicídio no Rio de Janeiro. O assassinato ocorreu na casa do ex-namorado, José Victor Leite Gustavo, que não aceitava o término do relacionamento. Ela foi assassinada a facadas no Complexo do Chapadão, Zona Norte da cidade, na frente de suas filhas, de 5 anos e de 1 ano e cinco meses. A mais nova ficou ferida no braço durante o ataque. A primeira audiência será nesta segunda-feira (8/6), no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ).
Na época, familiares relataram que Júlia havia sido mantida em cárcere privado pelo ex dias antes e resgatada pela família. No dia do homicídio, José Victor Leite Gustavo foi agredido por moradores da região após o crime e precisou ser internado sob custódia, sendo preso em flagrante.
No dia 14 de janeiro deste ano, dirigentes do Sindsprev-RJ, militantes do Movimento Negro Unificado (MNU) e do Coletivo de Mulheres do PSOL-RJ realizaram, em frente ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), uma manifestação para exigir punição pelo assassinato de Julia Benette Rodrigues.
Osvaldo Sergio Mendes, dirigente da Secretaria de Gênero, Raça e Etnia do Sindsprev-RJ, considera o assassinato de Júlia Benette Rodrigues um crime bárbaro que deve ser julgado com rigor.
“Esse criminoso deve ser punido com a pena máxima de 40 anos. Temos que criar leis contundentes e que a Justiça não seja complacente com esse tipo de crime”, comentou o dirigente sindical.
Segundo dados do Laboratório de Estudos de Feminicídios (Lesfem) divulgados em dezembro de 2025, no ano passado houve 5.582 feminicídios consumados e tentados no país, resultando em uma taxa anualizada de 5,12 feminicídios por 100 mil mulheres. Os dados mostram ainda que 68,52% dos casos registrados foram consumados e 31,48% foram tentativas.



