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domingo, junho 7, 2026
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Condenado mais um dos envolvidos no assassinato de Moïses Kabagambe

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou, nesta quarta-feira (15), Brendon Alexander Luz da Silva, conhecido como Tota, terceiro acusado de participar do assassinato de Moïse Kabagambe. A pena foi de 18 anos e 8 meses de prisão.

O caso foi levado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro a júri popular. O crime ocorreu em 24 de janeiro de 2022, em um quiosque na Praia da Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade.

Brendon foi o último dos três denunciados a ser julgado. Em março de 2025, os outros dois réus, Fábio Pirineus da Silva e Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca, foram condenados a penas que somam 44 anos de prisão, em regime fechado.

Osvaldo Mendes, diretor da Secretaria de Gênero, Raça e Etnia do Sindsprev/RJ e Coordenador Estadual do Movimento Negro Unificado (MNU) comemorou a condenação. “A justiça foi feita. Foi uma vitória para a família e todo o movimento negro através de mobilizações que cobraram a punição dos envolvidos naquele ato bárbaro e covarde que levou ao assassinato do senegalês, Moïses Kabagambe, em 2022”, afirmou o dirigente.

Imagens de câmeras de segurança mostram que Brendon participou diretamente das agressões. Ele também aparece em um dos momentos de maior repercussão do caso, ao lado de outro acusado, posando para uma foto com a vítima já imobilizada no chão.

As gravações indicam que os três acusados espancaram Moïses com um taco de beisebol, além de socos, chutes e tapas, por cerca de 13 minutos. A vítima foi derrubada, amarrada e ficou sem possibilidade de defesa durante o ataque.

No julgamento dos outros dois envolvidos, o Conselho de Sentença reconheceu que o crime foi cometido por motivo banal, com extrema crueldade e sem chance de defesa para a vítima.

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