Há 42 anos, milhões ocuparam as ruas do Brasil exigindo eleições diretas para presidente. Em São Paulo, o histórico comício da Praça da Sé ocorreu em 25 de janeiro de 1984, seguido pelo ato gigantesco do Vale do Anhangabaú em 16 de abril de 1984. Já no Rio de Janeiro, uma mobilização gigantesca tomou as ruas em 10 de abril de 1984, da Candelária à Cinelândia.
O Brasil assistia a uma das maiores mobilizações populares de sua história. Milhões de trabalhadores, estudantes e movimentos sociais ocuparam as ruas exigindo o direito básico de escolher diretamente o presidente da República. As Diretas Já não foram apenas um movimento político, mas uma demonstração de que a democracia se constrói com participação popular e luta coletiva.
Mesmo derrotada no Congresso, a emenda das eleições diretas deixou um legado incontornável: acelerou o fim da ditadura empresarial-militar e reafirmou que nenhum regime resiste quando o povo se levanta.
Lembrar as Diretas Já é reafirmar a importância da mobilização social na defesa da democracia, dos direitos e da soberania popular.
Marcos Aurélio Gomes Ribeiro – Professor de História contemporânea do Brasil



