A diretoria do Sindsprev/RJ divulgou, nesta quarta-feira (28/1), nota oficial de repúdio à fala desonesta do ex-ministro do governo Lula, deputado e jornalista Paulo Pimenta (PT-RS), feita à imprensa, na véspera. Mentindo, o parlamentar responsabilizou os servidores do INSS pelo mau funcionamento do Instituto por fazerem trabalho remoto.
“Não há qualquer base nos fatos para a fake news de Pimenta, que é jornalista e ex-ministro da Secretaria de Comunicação do governo, e que, por isto mesmo, deveria se pautar pelo compromisso ético com a qualidade e veracidade da informação”, diz a nota. E acrescenta: “Pimenta sabe, mas esconde, que a verdadeira causa para o caos que vem se aprofundando no INSS é o corte de verbas imposto há décadas pelos governos que se seguem. Como consequência desta asfixia financeira o déficit de pessoal estimado pelo próprio governo federal é de cerca de 23 mil servidores. O último concurso realizado (2022) ofereceu mil vagas, o que obviamente não repõe sequer parcialmente a necessidade urgente de recursos humanos”.
Leia a seguir a íntegra do documento.
Rio de Janeiro, 28 de janeiro de 2026.
NOTA DE REPÚDIO DO SINDSPREV/RJ AO DEPUTADO PAULO PIMENTA
Cínica e desonesta, fala de Pimenta joga sobre servidores culpa pelo abandono do INSS pelos governos que se sucedem
O Sindicato dos Trabalhadores da Saúde Federal e da Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Sindsprev/RJ) condena as declarações desonestas e cínicas feitas nesta terça-feira (27/1) pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS) de que o “mau funcionamento” do INSS é de responsabilidade dos servidores do Instituto por se encontrarem em home office. Não há qualquer base nos fatos para a fake news de Pimenta, que é jornalista e ex-ministro da Secretaria de Comunicação do governo, e que, por isto mesmo, deveria se pautar pelo compromisso ético com a qualidade e veracidade da informação.
Pimenta sabe, mas esconde, que a verdadeira causa para o caos que vem se aprofundando no INSS é o corte de verbas imposto há décadas pelos governos que se seguem. Como consequência desta asfixia financeira o déficit de pessoal estimado pelo próprio governo federal é de cerca de 23 mil servidores. O último concurso realizado (2022) ofereceu mil vagas, o que obviamente não repõe sequer parcialmente a necessidade urgente de recursos humanos. Este é o principal motivo que tem levado ao crescimento do número de pedidos de concessão de benefícios, este ano, estimado em torno de 3 milhões esperando na fila, mesmo com os mutirões feitos pelos servidores.
Pimenta também esconde que os cortes do orçamento do INSS vêm aprofundando ano após ano o sucateamento da estrutura de funcionamento do Instituto. Esta sim, uma decisão que desrespeita os segurados da Previdência Social, e seus servidores.
Em outubro do ano passado, em função do corte do orçamento do Instituto, o Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS) enviou nota técnica ao Ministério da Previdência Social, alertando que, sem uma suplementação orçamentária urgente, corria o risco de interromper atividades básicas. O INSS solicitou reforço de R$ 450 milhões no orçamento até o fim do ano, além do desbloqueio de R$ 142 milhões e da antecipação de R$ 217 milhões do limite de movimentação e empenho.
Em função da falta crônica de recursos estão completamente obsoletos o sistema de informática do órgão, os equipamentos, mas também cadeiras, mesas, aparelhos de ar-condicionado e mesmo a estrutura física de agências e prédios administrativos.
O caso do Rio de Janeiro é, em particular, um dos mais graves entre todas as unidades da federação. A Superintendência do INSS no Estado não possui sequer orçamento próprio, o que faz com que servidores e segurados convivam em ambientes insalubres nas agências, como constataram diretores do Sindsprev/RJ em seguidas fiscalizações, verificando aparelhos de ar-condicionado e móveis quebrados.
E Pimenta sabe disto.
Mas prefere mentir e jogar uma cortina de fumaça sobre o real motivo do caos que pode paralisar o INSS a qualquer momento. Ao atacar os servidores de forma leviana, acaba fazendo coro com os que defendem a privatização da Previdência Social brasileira.
Diretoria do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde Federal e da Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Sindsprev/RJ).
A Secretaria de Imprensa fez um dossiê sobre as condições extremamente precárias das agências do INSS do estado do Rio de Janeiro, enviado ao Ministério da Previdência Social. Para ver, clique aqui (https://acrobat.adobe.com/id/urn:aaid:sc:US:c07322d6-5379-4d1c-9037-8f067c985884).
Abaixo, um resumo das principais imagens destas unidades, obtidas durante a fiscalização feita pelo Sindicato no início deste ano e no fim de 2025.







