Os trabalhadores da Saúde de Niterói conquistaram uma vitória histórica no último dia 19, resultado de uma reunião com o governo municipal, quando foi definido os últimos detalhes para a implantação da proposta de nova tabela salarial da Fundação Municipal de Saúde. Vale lembrar que a negociação vem desde 2015.
O Movimento Sindical foi representado por Jorge Gomes, José Guerreiro, José Ricardo, Marcello Rettori, da Associação dos Servidores da Saúde; Maria Ivone Suppo e Sebastião (tão) representaram o Sindsprev/ RJ – Regional Niterói.
O Prefeito Rodrigo Neves; a secretária executiva Marcilene Couto; a Secretária de Saúde Ilza Fellows; o secretário de Governo Felipe Peixoto; a presidente da Fesaúde Maria Célia; a secretária de Administração Rubia Secundino e o Secretário de fazenda César Barbiero, foram os representantes do governo municipal.
O resultado foi a conquista de um aumento linear de 65% para todos os níveis.
Durante a reunião, foi realizada uma abordagem histórica do peso e da importância do resgate do compromisso assumido pelo prefeito publicamente em vários momentos. Os dirigentes sindicais chamaram a atenção para a necessidade da manutenção dos princípios norteadores da reforma sanitária que formou o alicerce do SUS.
Os representantes sindicais conseguiram demonstrar ao governo de que a implantação de um reajuste linear para todas as categorias, mantendo a estrutura estabelecida hoje em nosso PCCS, seria a mais adequada. O que foi recebido pelo governo como ponto positivo após as análises.
“Foi uma vitória da classe trabalhadora do movimento sindical. Aqui, aprendemos a separar as nossas diferenças da luta de classe. Nesses 10 anos, foi muito importante a participação do Sindsprev/RJ junto com a Associação dos Servidores da Saúde. Até porque enviamos vários ofícios nesses últimos dez anos. A categoria federal municipal, que é filiada ao Sindsprev, tudo isso foi válido para que a gente saia com essa vitória que eu chamo de parcial porque tem outras coisas a conquistar ainda. Na vida, nem todas as estradas que a gente abre são para nós. Há momentos na vida que a gente abre estrada para o coletivo. Porque a estrada individual é a nossa militância, nosso corpo, nossa marcha. Isso é muito importante. Parabenizo a todos, ao Sindsprev/RJ Regional Niterói, a Associação, e reforço que é fundamental a unificação da luta. A luta do trabalhador. Não é de entidade. É da classe trabalhadora”, comentou Sebastião de Souza.
Maria Ivone Suppo, diretora do Sindsprev/RJ, ressaltou que o resultado da reunião foi muito significante para a classe trabalhadora.
“65% de aumento foi uma vitória para a saúde municipal em cima da tabela. A luta por condições dignas de trabalho, pela valorização salarial, concurso público, fortalecimento do SUS e contra a privatização da saúde deve ser diária”, destaca a dirigente sindical.
O governo ao receber a categoria para negociar o percentual de recomposição da tabela, demonstrou uma mudança de rumo no tratamento com o movimento, privilegiando a mesa de negociação até então fechada em governos anteriores. Foi um ponto extremamente importante nas relações entre o movimento social e o governo. Com o restabelecimento do diálogo em bom nível, construtivo com suas devidas diferenças respeitadas.
Após o debate sobre a proposta inicial do governo de segmentação da categoria, com redução dos percentuais nos interníveis, criando diferenças e valorização de setores específicos em detrimento de outros, houve um consenso de que isso não somente fragmentaria o sistema, bem como, traria enormes prejuízos aos menos favorecidos na tabela salarial. O que criaria condições de reajustes diferenciados e injustificados, aumentando ainda mais as injustiças já existentes.
Com a apresentação de fatos e argumentos qualificados, a direção do movimento sindical conseguiu demonstrar ao governo de que a implantação de um reajuste linear para todas as categorias, mantendo a estrutura estabelecida hoje em nosso PCCS, seria a mais adequada. O que foi recebido pelo governo como ponto positivo após as análises.
Mesmo ainda distante das necessidades apresentadas pela categoria, o governo sinalizou com uma proposta que inicia a recuperação de uma dívida histórica com a saúde e se comprometeu em manter a mesa de negociação aberta para encontrarmos alternativas possíveis para avanços futuros.


