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sexta-feira, março 6, 2026
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Ato unificado denuncia política genocida do governo Claudio Castro

Servidores públicos estaduais, entidades de defesa dos direitos humanos, sindicatos, associações profissionais e partidos como PT, PSOL, PSTU e PCdoB protestaram na tarde de quarta-feira (5/11) contra a política genocida do governador Claudio Castro (PL). O ato unificado repudiou as chacinas cometidas dia 28/10 pela PM e Polícia Civil nos complexos da Penha e do Alemão.

Concentrados no Largo do Machado a partir das 16h, cerca de 1 hora e meia depois os servidores seguiram em passeata até o Palácio Guanabara (rua Pinheiro Machado), onde concluíram a manifestação com uma forte denúncia da política de (in)segurança praticada pelo governador fluminense. Durante todo o trajeto, e sob clima de indignação, os manifestantes portaram cartazes e faixas exigindo a imediata renúncia de Claudio Castro e o fim das chacinas cometidas por forças policiais.

Foto: Magá

“O que aconteceu no dia 28 de outubro foi um verdadeiro massacre de pessoas pobres, negras e moradoras de favelas. Mas o pior é saber que a maioria dos cariocas vem manifestando apoio àquela bárbara intervenção policial. Nós não podemos aceitar e normalizar esta situação de barbárie”, protestou Osvaldo Sergio Mendes, dirigente da Secretaria de Gênero, Raça e Etnia do Sindsprev-RJ. Segundo pesquisa do Instituto DataFolha realizada logo após o massacre, 57% dos cariocas manifestaram apoio à brutal ação das polícias nas duas comunidades.

Professor da rede estadual de ensino do Rio, Aurélio Fernandes reforçou as críticas. “O que aconteceu foi um massacre, um genocídio que precisa ser denunciado com toda firmeza. Não podemos mais aceitar a continuidade de um governo como o de Claudio Castro, responsável pelas mortes ocorridas na Penha e no Alemão”, frisou.

Pouco mais de nove dias após a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha — que deixou 121 mortos, incluindo quatro policiais —, o governo do Rio anunciou a intenção de promover ações semelhantes em outras comunidades. O que também foi motivo de protesto durante o ato unificado desta quarta-feira (5/11).

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