Pare. Se toque. Se cuide. Com estas dicas aparentemente simples, o Sindsprev-RJ lembra que o próximo domingo (19 de outubro) é o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Mama. O Sindsprev-RJ também lembra da grande importância do autoexame e da mamografia. Procedimentos que podem salvar vidas.
O Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer (INCA) lançaram, dia 3/10, a publicação ‘Controle do Câncer de Mama no Brasil: Dados e Números 2025’, que reúne indicadores nacionais e regionais sobre incidência, mortalidade, fatores de risco, rastreamento e acesso ao tratamento. De acordo com o estudo, o Brasil deve registrar 73.610 novos casos de câncer de mama até o final deste ano. Em 2023, foram mais de 20 mil óbitos, com maior concentração nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste. Santa Catarina apresenta a maior taxa ajustada do país: 74,79 por 100 mil mulheres. O levantamento também aponta tendência de redução da mortalidade entre mulheres de 40 a 49 anos, reforçando a importância do acesso ao diagnóstico precoce.
Servidora do HFSE e dirigente do Sindsprev-RJ, Cristina Venetilho enviou um emocionante depoimento à reportagem do Sindsprev-RJ sobre sua luta contra o câncer de mama. Uma prova de amor à vida.

“Eu sou Cristina Venetilho e, no ano de 2017, durante exames de rotina, descobri um pequeno nódulo na mama direita. A situação foi assustadora, mas segui firme. Realizei a biópsia conforme protocolo, e era um câncer. Ao receber o diagnóstico, vêm as incertezas, medos e questionamentos. Realizei a cirurgia, não foi necessário retirar a mama, apenas um quadrante dela. A análise do tumor mostrou ser um carcinoma ductal infiltrante pequeno, mas extremamente agressivo. Dei início as sessões de quimioterapia, com todas as situações que acompanham esse tratamento, como náuseas, vômitos, perda dos cabelos, cansaço extremo. O apoio da rede familiar foi fundamental para superar esse momento tão delicado. Em sequência vieram as sessões diárias de radioterapia, com suas particularidades, necessidades de cuidados especiais para preservar a pele e evitar queimaduras. Superada essa fase, iniciei a quimioterapia oral com uso de medicação diária durante cinco anos. Hoje estou em fase de remissão da doença e gostaria de dizer a todas as mulheres: SIM, o câncer de mama tem cura. O auto exame e o diagnóstico rápido são essenciais. Quanto mais cedo tratar, maiores as chances de se curar. O apoio da rede familiar e dos amigos tem papel importantíssimo em todas as fases. Não deixem de se cuidar, façam seu autoexame, façam a mamografia anual e busquem ajuda profissional o mais rápido possível, se necessário”, afirmou ela.



