28.6 C
Rio de Janeiro
sexta-feira, março 6, 2026
spot_img

Saúde federal denuncia ataque de Lula aos hospitais, mas cerco militar impede caminhada até a reunião dos Brics

Um forte cerco militar impediu que a caminhada dos servidores da saúde federal chegasse, nesta sexta-feira (4/7), pela manhã, até o Museu de Arte Moderna (MAM), no Aterro, onde se realiza a reunião do Brics. O objetivo foi o de denunciar às autoridades presentes ao evento internacional, as violações que estão sendo cometidas pelo governo Lula contra os direitos dos servidores da rede federal, com a retirada de direitos e desrespeito a vários acordos, como parte do processo de fatiamento, terceirização e privatização das seis unidades do complexo hospitalar, em prejuízo da população.

A caminhada saiu da frente do Sindsprev/RJ, na Rua Joaquim Silva, na Lapa, por volta das 10 horas. Seguiu pela Augusto Severo, sempre acompanhada pela Polícia Militar, atravessando as pistas do Aterro. Na altura do Monumento aos Pracinhas, havia um forte esquema de segurança com tanques e outros blindados, o que impediu que a marcha chegasse até o MAM.

Blindados cercam evento internacional, do qual o Brasil é o anfitrião. Foto: Mayara Alves.

“Estamos hoje aqui para denunciar às autoridades de todos os países as arbitrariedades do governo que está de costas para a população, cortando no orçamento dos hospitais federais para piorar as condições de atendimento, buscando criar um clima favorável ao fatiamento destas importantes unidades, entregando-as como moeda de troca para a Prefeitura do Rio, do aliado de Lula, Eduardo Paes, e organizações sociais”, afirmou a diretora do Sindsprev/RJ, Christiane Gerardo, durante a caminhada.

Cristiane Santos, também diretora do Sindicato, lembrou que após serem entregues à Prefeitura e a empresas privadas e públicas, o governo Lula não apenas interrompeu o congelamento do orçamento destas unidades, como o turbinou. Deu como exemplo o orçamento dos hospitais de Bonsucesso e do Cardoso Fontes, que antes de serem entregues ao Grupo Conceição e à OS SPDM, era de R$ 220 milhões e passou para R$ 610 milhões, deixando claro a jogada do governo visando o lucro e não o bem-estar dos pacientes, através do serviço público.

Caminhada dos federais da saúde causa nó no trânsito no Aterro. Foto: Mayara Alves.

Descaso do governo Lula – Também diretora do Sindsprev/RJ, Maria Ivone, criticou o descaso do governo Lula com a saúde e a educação. “Quando Lula assumiu o governo, a saúde e a educação eram prioridades. O que é prioridade? Sucatear a rede federal, acabar com o atendimento de saúde. O caos está sendo instalado e a população, muitas vezes, não vê. Só vê quando entra nas unidades e não consegue atendimento. Estamos na rua em defesa da saúde e do serviço público”, ressaltou Maria Ivone.

Engarrafamento – A caminhada dos federais causou um grande nó no trânsito na Lapa e no Aterro. Carros de passeio, ônibus e caminhões ficaram presos no engarrafamento que se formou.
Christiane lembrou que o governo tem violado princípios básicos dos pacientes e dos servidores. No Hospital do Andaraí, por exemplo, foi suspenso o fornecimento de água potável por 20 dias. “Foi uma situação de desespero que colocou em risco a vida de pacientes e servidores, reduzindo a quantidade mínima de água para consumo de pacientes internados. Um absurdo!”, afirmou a dirigente.

Dirigentes do Sindicato negociam com a polícia a passagem da caminhada. Foto: Mayara Alves.

A ideia do Sindicato é fazer panfletagens e outras atividades durante todo o Brics. Na caminhada foi lembrado que a saúde é direito do cidadão e que o governo Lula está abrindo mão desta obrigação, passando a rede federal de forma fatiada para outros administradores, públicos ou privados. “Lula está descumprindo a promessa que fez na campanha eleitoral e isto todos os líderes mundiais que estão aqui no Brasil têm que saber”, afirmou o diretor do Sindicato, Sebastião de Souza.

Reivindicações – A categoria denunciou as arbitrariedades cometidas pelo governo Lula como o desmonte, terceirização e privatização da rede federal de hospitais; o prejuízo que este ataque significa para a vida da população; o descumprimento, pelo governo federal, de seguidos acordos com os servidores; e todo o tipo de desrespeito para com estes trabalhadores, incluindo assédio moral, corte de salários e exposição a situações de insalubridade e outros tantos direitos que estão sendo desrespeitados.

Além destas denúncias, a categoria tem como uma de suas principais reivindicações, aa transposição dos servidores da saúde federal para a carreira da Ciência e Tecnologia, cujo projeto de lei, está em tramitação na Câmara dos Deputados. A proposta daria um fim à situação de toda desrespeito e insegurança em que vivem estes trabalhadores, que estão numa carreira em extinção, sendo que o governo age com descaso, não tomando nenhuma iniciativa para resolver esta questão.

NOticias Relacionadas

spot_img

Noticias