O processo de fatiamento da rede federal de Saúde tem sido motivo de mobilizações e protestos dos servidores no último ano. Os problemas são muitos: desmontes de estrutura, falta de investimento e desvalorização profissional provocados por gestões irresponsáveis, apadrinhamento político e falta de competência técnica. O Sindsprev/RJ tem denunciado e cobrado soluções para combater a precarização dos serviços, exigir melhores condições de trabalho e garantir atendimento digno à população.
A anunciada transferência da gestão do Hospital Federal da Lagoa (HFL) para a Fundação de Apoio à Fiocruz (Fiotec) não entra nesse universo pessimista. Dentre os servidores, o entendimento e a expectativa são de que o investimento na estrutura e em pessoal ocorra, como acontece na própria Fiocruz, considerada uma instituição de excelência e respeitada internacionalmente. Cenário totalmente oposto à triste realidade dos hospitais federais do Andaraí, Cardoso Fontes e Bonsucesso, que, meses após a entrega à Prefeitura e ao Grupo Conceição, seguem no caos administrativo.
Apesar disso, servidores do Hospital Federal da Lagoa solicitaram ao Sindsprev/RJ a formação de uma comissão destinada a acompanhar de perto todo o processo de transição para a Fiotec. O objetivo é avaliar o planejamento do que está sendo oferecido para eles e para a população usuária dos serviços públicos de saúde.
Os trabalhadores do Hospital da Lagoa têm tradição de se mobilizarem em defesa de seus direitos, como ocorrido em 2020 e 2021, durante a tentativa do governo federal de estadualizar a unidade.