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sexta-feira, março 6, 2026
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Protesto no domingo (21/9), em Copacabana, vai exigir que Congresso negue anistia a Bolsonaro e Senado rejeite a PEC da Bandidagem

Neste domingo (21/9), às 14 horas, no Posto 5, na Praia de Copacabana, estará acontecendo um grande protesto contra o projeto de anistia aos organizadores e participantes do golpe de Estado frustrado de 8 de janeiro, entre estes, o ex-presidente e capitão reformado, Jair Bolsonaro e seus aliados, condenados por crime de formação de quadrilha por tentativa de golpe de Estado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e para que o Senado rejeite a PEC da Bandidagem, aprovada pela Câmaran dos Deputados, na noite de 16 de setembro. “Sem anistia pra golpista!, é a principal palavra de ordem da manifestação.

O protesto está sendo convocado pelas centenas de entidades representativas de diferentes segmentos da sociedade brasileira, que fazem parte da Frente Brasil Popular e da Frente Povo Sem Medo. A mobilização vai exigir também a aprovação de projetos isenção do imposto de renda para quem ganha até 5 salários mínimos; o fim da escala 6×1 e a taxação dos super-ricos. Projetos neste sentido estão parados porque deputado e senadores são inimigos do povo e só votam contra a população.

Centrais sindicais mobilizadas – Paulo Farias, presidente da CTB no Rio de Janeiro, disse que a central sindical está mobilizando sua base social e entidades filiadas em todo o país para ir às ruas nesse domingo, 21 de setembro. “A nossa primavera será de muita luta em defesa da democracia e da soberania brasileira. O Brasil corre o risco de ser uma péssima referência para o mundo caso essa PEC da Bandidagem seja aprovada definitivamente, seja com qualquer formato”, afirmou. Para o dirigente, esta PEC representa o excremento dessa extrema direita sobre sociedade. “O Brasil tem pautas mais urgentes a serem debatidas e aprovadas como o fim da famigerada escala 6×1, isenção para quem ganha até 5 mil reais, enterrar a terceirização e as mudanças feitas na legislação trabalhista que retiraram direitos da classe trabalhadora”!, acrescentou.

Adriana Nalesso, vice-presidente da CUT do Rio de Janeiro, disse que a PEC da Blindagem é uma afronta à sociedade. “O dispositivo permite que deputados e senadores barrem a possibilidade de abertura de processo criminal contra um de seus integrantes, ou seja, pode estuprar, matar, roubar que vai ter tratamento diferenciado. Como assim? Os deputados estão preocupados com o quê?, questionou.

A dirigente questionou a posição do Congresso que só aprova projetos contra o povo. “Cadê as pautas que interessam ao povo como a isenção do IR para quem ganha até 5 mil e o fim da escala 6×1, entre outras que estão paradas porque a maioria dos parlamentares estão preocupados com as pautas de seus interesses, legislando em causa própria. Uma vergonha! Vamos nos mobilizar e ocupar as ruas no próximo domingo e não vamos parar, a participação popular é fundamental”, convocou.

Para a diretora da Secretaria de Aposentados do Sindicato, Marta Meireles, estamos diante de um momento decisivo para a nossa democracia. A chamada PEC da Bandidagem e a tentativa de conceder anistia aos golpistas de 8 de janeiro se trata de um ataque direto ao povo brasileiro, à Constituição e ao futuro do país. “Por isso, é urgente que nos mobilizemos. Não basta indignação nas redes sociais, precisamos de presença nas ruas, de união nos sindicatos, nas escolas, nas universidades, nas comunidades. Cada um e cada uma de nós tem um papel fundamental nessa luta” defendeu.

Rolando Medeiros, diretor do Sindsprev/RJ ressaltou que as centrais sindicais e todas as entidades dos movimentos sociais e partidos políticos que têm compromisso com a classe trabalhadora, com a democracia, e contra a impunidade, devem estar atentos e mobilizados. “Essa PEC dá salvo conduto para que políticos com mandato, e até sem mandato, porque blinda até presidentes de partidos políticos, que vão poder fazer o que quiser (crimes) sem que sejam julgados pelo Supremo Tribunal Federal. O parlamentar vai poder estuprar, matar, cometer pedofilia, desviar recursos do fundo partidário, e não vai ser punido. Só vai a julgamento, caso a Câmara dos Deputados, ou o Senado, autorize”, frisou.

Impunidade para deputados e senadores – A deputada Sâmia Bonfim (PSOL-SP), disse que a PEC da Bandidagem cria uma casta, fazendo com que políticos não possam ser presos pelo cometimento de crimes gravíssimos, nem investigados por inquérito, julgados ou condenados, a não ser com autorização prévia do próprio Congresso Nacional. “A nossa luta continua para que o Senado rejeite esta PEC. Vamos nos mobilizar também para barrar o projeto que anistia os já condenados pelo STF por formação de organização criminosa responsável pelo comando do golpe de Estado de 8 de janeiro, entre eles, Jair Bolsonaro”, disse Sâmia Bonfim.

O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias, enviou, ao STF um mandado de segurança para suspender imediatamente a tramitação da ‘PEC da Impunidade’. O parlamentar frisou que houve abuso de poder e desvio de finalidade da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados ao levar o projeto à frente.

Já o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) afirmou que a aprovação da urgência do projeto de anistia e da PEC da Impunidade representam uma grave derrota para a democracia brasileira. Segundo ele, o movimento que uniu Centrão e extrema-direita mostra que o objetivo central é salvar Jair Bolsonaro e atender interesses externos ligados aos Estados Unidos.

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