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sexta-feira, março 6, 2026
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Especialistas da Saúde lamentam o descaso e as dificuldades dos idosos no Brasil durante seminário no Sindsprev/RJ

O Seminário “Conscientização Sobre a Violência Contra a Pessoa Idosa”, organizado pela Secretaria de Aposentados e Terceira Idade do Sindsprev/RJ, apresentou temas importantes no período da tarde desta quarta-feira (17/09), no Auditório Nobre do Sindicato. O médico Paulo Pinheiro falou sobre a ‘Situação do idoso o Brasil’, enquanto a psicóloga e diretora do Sindsprev/RJ, Ana Lucia Viana, mostrou a importância da ‘Prevenção e promoção da saúde mental no envelhecimento’.

O evento teve o objetivo foi conscientizar os servidores da saúde e previdência social, aposentados e da ativa, sobre a importância de reconhecer e combater toda espécie de violência contra a pessoa idosa.

“Nós que somos mais velhos temos muita responsabilidade e precisamos nos unir cada vez mais. O que foi discutido aqui é o que o Estado não faz pela gente. Importantíssima essa discussão: nós precisamos que a Previdência Social funcione melhor; que o SUS funcione melhor; que os asilos funcionem melhor; que as ruas tenham calçadas melhores; que nós possamos ter melhores condições de vida. Porque todos nós que passamos dos 60 contribuímos muito para esse país, contribuímos muito com trabalho e dinheiro. Precisamos de uma Previdência melhor. Velho é que nem ovo: caiu, quebra”, lembrou Paulo Pinheiro.

O médico destacou ainda que o grande problema hoje no Brasil é: Quem pode cuidar dos seus pais?

“O Estado cuida mal dos idosos. É preciso que sejamos respeitados e possamos receber agora o que a gente merece que é um tratamento de qualidade. E não ser jogados para o lado como pessoas que não servem porque ficaram mais velhos. Continuamos cada vez mais vivos, cada vez mais fortes, cada vez mais atuantes, querendo as melhores condições de vida para todos nós”, comentou Paulo Pinheiro.

O médico lembrou a diferença entre os países mais evoluídos, como o Japão, e o Brasil e o que fazem pelo idoso.

“Eles respeitam o idoso. Esses países chegaram à conclusão que o idoso tem que ser respeitado. Todos nós fomos jovens. Todos nós seremos idosos.  E esses países tem feito isso: respeitado. Eles oferecem condições de saúde para a população, educação, transporte, qualidade  de vida e uma Previdência Social que ampara as pessoas que mais precisam  que é a terceira idade”, analisou.

A psicóloga Ana Lucia Viana, do Conselho fiscal do Sindsprev/RJ, especialista em Terapia Cognitivo Comportamental, abordou o tema ‘Prevenção e promoção da saúde mental no envelhecimento’.

“Esse seminário de conscientização sobre a violência contra o idoso traz um ganho muito grande para todos os aposentados que fazem parte do  Sindsprev/RJ. Nesse espaço eles tiveram acesso a muitas informações de como está a vida do idoso no brasil. As dificuldades. O que a gente está enfrentando e também trouxe um ganho de conhecimento e apropriação dos direitos da pessoa idosa. Precisamos ter conhecimento dos direitos para buscar qualidade de vida. Porque o idoso já teve várias fases da sua vida. Ele já criou os filhos, contribuiu para o crescimento financeiro de sua família e hoje precisa cuidar dele. Ele precisa saber que ele tem direito”, enfatizou.

A psicóloga ressaltou ainda que é um dever da sociedade promover acesso à saúde para que a vida do idoso não seja uma vida parada e isolada.

“Ele precisa estar em movimento, em contato  com outras pessoas, buscando a sua própria qualidade de vida”, apontou a psicóloga, acrescentando que a saúde mental deve ser uma das prioridades na vida do idoso.

“A saúde física é fácil de identificar quando surge uma doença, mas a saúde mental, emocional do ser humano e, principalmente, do idoso fica sempre para segundo plano. Ninguém vê.  O idoso pode estar com alguma angustia, sofrimento, depressão, ansiedade e ninguém vê. Cuidar da saúde mental do idoso é muito importante os nossos dias atuais”, avaliou.

Maria Celina de Oliveira, enfermeira aposentada e diretora do Sindsprev/RJ, elogiou a iniciativa do Sindicato em mostrar como os idosos vivem em relação à violência doméstica e social.

“Acredito que a partir de hoje, várias pessoas vão procurar o estatuto do idoso, vão ler e refletir como ele deve lidar com as pessoas idosas, principalmente, respeitando as opiniões delas, como  elas falam, como elas agem  por causa da idade que tem. Por causa do aprendizado que tiveram. Então, eu acredito que a partir de hoje mudamos algumas vidas em relação aos idosos”, comentou Maria Celina, que foi homenageada durante o evento.

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