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quinta-feira, agosto 20, 2026
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Bancários param em todo o país contra ameaça dos bancos de retirar direitos

Em campanha salarial, a categoria bancária está fazendo nesta quinta-feira (20/8), uma greve nacional de 24 horas. A paralisação é em protesto contra a ameaça feita pelos bancos, representados na mesa de negociação pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), de retirar direitos contidos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que vale para os bancários e bancárias de todo o país. A greve é ainda contra o fechamento de agências e demissões.

Na rodada de negociação do último dia 13, em São Paulo, os banqueiros propuseram ao Comando Nacional dos Bancários (que negocia em nome de toda a categoria) pagar pisos diferenciados por bancos e reajustar os tíquetes refeição e alimentação também de forma diferenciada, elevando em alguns estados e congelando por um tempo o valor em outros. A ideia seria conceder valores inferiores, em cidades menores.

Desta forma, estariam atacando a CCT dos bancários, acabando com o direito garantido há décadas a pisos e reajustes únicos para a categoria em todo o país e arrochando os salários. A proposta causou indignação e revolta entre os membros do Comando Nacional, tendo sido rejeitada em mesa.

Em reunião ao término da negociação, o Comando decidiu orientar os sindicatos dos bancários de todo o país a realizar assembleias no dia 17 de agosto para rejeitar a proposta da Fenaban e aprovar uma greve de 24 horas neste dia 20. A orientação foi aprovada por todas as bases.

“Esta é uma paralisação de advertência para cobrar da Fenaban a retomada das negociações e uma postura séria na mesa de negociação, com respeito à categoria. Além de afrontar o Comando Nacional, os bancos estão enrolando e não apresentam propostas que valorizem a categoria. Estão afrontando os bancários e as bancárias, que estão em sintonia com o Comando da categoria e indignados com essa postura. Por isso, a adesão é grande e esta mobilização é um sucesso”, afirmou o presidente do Sindicato dos Bancários do Rio, José Ferreira.

Outra ameaça feita pelos bancos foi a de entrar com pedido junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), para a instauração de dissídio coletivo, suspendendo, com isto, as negociações. Numa campanha mais difícil este ano, os bancos começaram as negociações ameaçando acabar com a mesa única (bancos públicos e privados) o que significaria a volta à realização de negociações e campanhas separadas – enfraquecendo a pressão da categoria – e a assinar acordos específicos do setor privado e público. Os banqueiros também não responderam às reivindicações salariais de 5% de reajuste acima da reposição da inflação (5% de aumento real), uma maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e um índice maior de reajuste para vales refeição e alimentação, em função da inflação mais alta dos alimentos.

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