Está marcado para o dia 26 de novembro, às 11 horas, no II Tribunal do Júri da Capital, o julgamento dos PMs Rodrigo Correia de Frias e Marcos Felipe da Silva Salviano, denunciados pelo Ministério Público do Rio (MP-RJ) como autores dos tiros que provocaram a morte da modelo Kathlen de Oliveira Romeu, de 24 anos, no dia 8 de junho de 2021. Kathlen era negra e estava grávida de 13 semanas. Ela tinha acabado de deixar a casa da avó, quando foi atingida por um tiro de fuzil no tórax, durante operação da Polícia Militar no Complexo do Lins, Zona Norte do Rio.
Em 5 de agosto do ano passado, Rodrigo Correia de Frias e Marcos Felipe da Silva Salviano foram absolvidos, junto com três outros PMs, da acusação de fraude processual durante a operação realizada naquele dia 8 de junho de 2021, no Complexo do Lins. A absolvição ocorreu durante julgamento no Conselho Especial de Justiça da Auditoria da Justiça Militar do Rio de Janeiro e provocou grande revolta entre familiares e amigos de Kathlin Romeu, entre movimentos de luta contra o racismo e também entre dirigentes da Secretaria de Gênero, Raça e Etnia do Sindsprev-RJ.
Na ocasião daquele julgamento, o site Ponte Jornalismo afirmou que os PMs absolvidos haviam sido denunciados por terem recolhido cartuchos da cena do crime e apresentado outras cápsulas para a investigação policial, a fim de sustentar a falsa alegação de que teriam “atingido acidentalmente” a vítima em um suposto confronto com criminosos não identificados. A matéria do Ponte Jornalismo pode ser conferida no link abaixo:
‘Tiro de fuzil’, diz mãe de Kathlen Romeu sobre absolvição de PMs
“Com certeza estaremos em massa lá no julgamento de novembro, em nome da Secretaria de Gênero, Raça e Etnia do Sindsprev-RJ e do Movimento Negro Unificado [MNU], que também está à frente da luta pela condenação dos responsáveis pela morte de Kathlen Romeu. É preciso que o maior número possível de pessoas acompanhem o julgamento de novembro. Só assim vamos evitar que os responsáveis pela morte de Kathlen sejam absolvidos”, afirmou Osvaldo Mendes, dirigente da Secretaria de Gênero, Raça e Etnia do Sindsprev/RJ.

