A Polícia Federal acionou, nesta terça-feira (27), autoridades argentinas após uma suposta fuga de Flávio Bolsonaro com destino aos Estados Unidos. A informação foi confirmada pelo G-1 com fontes da PF.
Segundo o site Infobae, o candidato derrotado no segundo turno da eleição presidencial teria cruzado a fronteira entre o Brasil e a Argentina usando a carteira de identidade. Flavio deixaria a Argentina, em Puerto Iguazú, em um voo privado, rumo aos Estados Unidos.
O site Metropoles informou que o avião que teria sido usado pelo filho de Jair Bolsonaro para viajar da Argentina para os Estados Unidos segue parado em Puerto Iguazú, cidade argentina que faz fronteira com o Brasil, segundo sites de radar on-line consultados pelo site.
A aeronave entrou na mira das autoridades brasileiras após o site argentino noticiar que Flávio usaria o jato Gulfstream G400, matrícula LV-JQW, para viajar de Puerto Iguazú aos Estados Unidos. O avião pertence à empresa Baires Fly S.A., de aviação executiva.
A reportagem afirma que Flávio atravessaria a fronteira usando seu documento de identidade e embarcaria no jato para os Estados Unidos às 2h desta terça-feira (27/10). Entretanto, não há registro de voo do jato citado para o horário previsto.
Em meio às especulações sobre uma possível saída do Brasil após a derrota eleitoral e a determinação de apreensão de seu passaporte, a reportagem do jornal O Globo procurou Flávio Bolsonaro (PL) em sua residência, em Brasília, nesta terça-feira, para tentar confirmar se o senador permanecia no país. Solicitou à portaria do condomínio que interfonasse para a casa do parlamentar e se identificou como integrante do jornal.
O porteiro confirmou que havia pessoas na residência e que o pedido de contato tinha sido encaminhado à casa, mas afirmou que não poderia dizer se Flávio estava no local.
Apreensão de passaporte – Na segunda-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o senador entregue seus passaportes. A decisão faz parte do processo em que Flávio é investigado pela relação com o advogado Willer Tomaz, em um suposto esquema que envolveria empresas de Tomaz e apostas esportivas. O caso segue em sigilo de justiça.
Os dois confirmam que são amigos, mas negam que sejam sócios — e qualquer irregularidade. Flávio também é formalmente investigado no caso ‘Dark Horse’, em que Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, que está preso, teria transferido, a pedido do senador, cerca de R$ 61 milhões para a produção de uma cinebiografia de Jair Bolsonaro. No processo, A PF investiga suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção, entre outros possíveis crimes.

