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terça-feira, outubro 6, 2026
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Flavio Bolsonaro quer impedir aprovação da PEC que reduz a jornada de trabalho

O candidato à presidente pelo PL, Flávio Bolsonaro, continua tentando impedir a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 221, que substitui a jornada 6×1 (seis dias de trabalho e um de descanso) pela 5 x 2. Aprovada com mais de 400 votos favoráveis na Câmara dos Deputados, a proposta está parada no Senado, há mess, por pressão de senadores do PL. Em acordo costurado pelo presidente Lula, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) se comprometeu a enviar o fim das 6×1 para votação no plenário esta semana.

Flávio, no entanto, vem trabalhando fortemente para que isto não aconteça. O candidato da extrema-direita age desta forma porque representa os interesses dos bancos e outros grandes grupos econômicos, que são contra qualquer avanço de direitos para os trabalhadores. E querem que continuem vivendo em regime de semiescravidão, sem direito ao descanso, ao lazer e tempo com a família.

O senador afirma que a discussão sobre o fim da 6×1 é “inoportuna e eleitoreira” e apresentou como alternativa a possibilidade de remuneração por hora trabalhada. Ao lado de outros senadores, assinou a PEC 12/2026, de autoria do líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), que permite ao empregado optar entre o regime tradicional da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e um “regime flexível”, baseado em horas trabalhadas, pior que o que existe hoje.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), manteve o calendário de discussão em plenário da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1. Serão três sessões semipresenciais. A primeira nesta terça-feira (6). As outras duas na quarta (7) e na quinta-feira (8). Mas os senadores do PL pressionam para impedir que isto aconteça.

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