No domingo, 4 de outubro, a população brasileira irá às urnas definir o seu futuro e o do país. É um momento delicado, com basicamente duas visões políticas majoritárias opostas disputando os cargos de presidente, senador (dois), deputado federal e estadual e governador. De um lado, estão os candidatos do chamado campo democrático, que defendem, internamente, as liberdades e as instituições democráticas e um Brasil independente de pressões estrangeiras; do outro, os da extrema direita, que historicamente apontam como solução o fim da democracia e a intervenção das forças armadas e a submissão aos Estados Unidos.
No dia 4, primeiro turno das Eleições 2026, 158.745.463 eleitores e eleitoras deverão comparecer às urnas para escolher os novos representantes políticos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O crescimento foi de 2.291.452 de pessoas (1,46%) em comparação com o pleito de 2022.
Além de definir o futuro do país, as eleições deste ano se revestem de uma importância mundial. Isto porque o Brasil se tornou uma referência democrática de resistência às pressões dos Estados Unidos para impor o controle sobre a América Latina. O governo de extrema direita de Donald Trump vem interferindo nas eleições deste ano, seja através do aumento de tarifas sobre a exportação de produtos brasileiros e de ameaças as mais variadas de intervenção direta, tendo, nesta sexta-feira (1/10), determinado a retirada dos funcionários da sua embaixada em Brasília e consulados (Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Recife), alegando perigo para a vida destas pessoas, tendo como objetivo criar um ambiente de tensão.
Eleição para presidente – Pesquisa do Instituto Datafolha divulgada nesta quinta-feira (2/10), mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, à frente com 45% das intenções de votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, contra 40% de Flávio Bolsonaro (PL). Para o segundo turno, a pesquisa aponta, dos votos totais, 48% para Lula e 45% para Flávio. Há uma semana, o candidato petista tinha 43% de votos válidos no primeiro turno, e 47% no segundo, ante 39% de Flávio no primeiro turno, e 45% no segundo.
Na sequência de votos válidos para o primeiro turno aparecem Augusto Cury (Avante), com 4%; Ronaldo Caiado (PSD), com 3%; e Renan Santos (Missão), com 3%. Romeu Zema (Novo), Samara Martins (UP) e Veterinário Wilson Grassi (Democrata) marcam 1%. Os demais não pontuaram na pesquisa.
A Justiça Eleitoral orienta sobre a votação – Caso não tenha o e-Título ou a versão impressa em mãos, o ideal é ir para o local de votação sabendo qual a zona e a seção eleitoral, que podem ser consultados no site do TSE ou nos portais dos tribunais regionais.
Para votar, não é obrigatório apresentar a versão em papel do título de eleitor na mesa receptora de votos. O documento impresso continua útil para consultar o número da seção e o endereço do local de votação, mas sua exibição não é exigida para que o eleitor possa ser habilitado.
A identificação é feita por meio de documento oficial com foto que permita comprovar a titularidade do voto. São aceitos, entre outros, os seguintes documentos: carteira de identidade (RG); carteira Nacional de Habilitação (CNH); passaporte; carteira de trabalho física, exclusivamente na versão impressa em papel; certificado de reservista; carteira de categoria profissional emitida por entidade de classe reconhecida por lei, como OAB, CRM e CREA.
Esses documentos podem ser aceitos mesmo que estejam com a data de validade expirada, desde que seja possível reconhecer a fotografia e confirmar a identidade do eleitor na seção.
Uso do e-Título e restrição ao celular na cabine – A versão digital do título de eleitor, disponível gratuitamente no aplicativo e-Título para celulares Android e iOS, também vale como documento de identificação na seção, desde que o cadastro exiba a foto do eleitor. Quando a foto não aparece no aplicativo (situação comum para quem ainda não cadastrou a biometria na Justiça Eleitoral), o uso do e-Título deve ser acompanhado da apresentação de outro documento oficial com foto, como RG ou CNH.
O uso da ‘colinha’ – anotação da lista de candidatos escolhidos pelo eleitor – agiliza o processo de votação, reduz o tempo na frente da urna e ajuda a evitar erros na digitação dos números. Outra recomendação da Justiça Eleitoral é que cada eleitor confira antecipadamente seus dados no e-Título ou no site do Tribunal Superior Eleitoral e separe o documento de identificação adequado, para chegar ao local já preparado e evitar contratempos no dia da votação.
Sequência da votação – A sequência oficial estabelecida pelo TSE na urna de votação deve ser seguida rigorosamente nesta ordem: deputado federal (4 dígitos), deputado estadual (5 dígitos), primeiro senador (3 dígitos), segundo senador (3 dígitos), governador (2 dígitos) e, por fim, presidente da República (2 dígitos). Conhecer essa sequência com antecedência evita confusões e erros na hora do voto.
O calendário das Eleições Gerais de 2026 prevê uma série de datas até a posse dos eleitos para os cargos do Executivo e do Legislativo. Os principais marcos são os seguintes:
. 4 de outubro: votação em todo o território nacional, das 8h às 17h, pelo horário de Brasília;
. 25 de outubro: votação em segundo turno para os cargos do Poder Executivo (presidente e governadores) nos locais em que nenhum candidato alcançar maioria absoluta dos votos válidos;
. 18 de dezembro: prazo máximo para a diplomação das pessoas eleitas pela Justiça Eleitoral;
. 5 de janeiro de 2027 (posse presidencial): cerimônia de posse do Presidente da República eleito, conforme prevê a Emenda Constitucional nº 111;
. 6 de janeiro de 2027 (posse dos governadores): cerimônias de posse dos governadores eleitos nos estados e no Distrito Federal.

