O dia 28 de abril é marcado em todo o planeta como o Dia Mundial de Segurança e Saúde no Trabalho e, no Brasil, também como o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho. A data chama a atenção para a importância da prevenção e para a necessidade de preservar a vida e a saúde dos trabalhadores.
A origem da mobilização remete a 1969, quando uma explosão em uma mina na cidade de Farmington, no estado da Virgínia, nos Estados Unidos, provocou a morte de 78 trabalhadores. A tragédia motivou movimentos sociais a instituírem o dia como símbolo da luta por ambientes laborais mais seguros. Em 2003, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) oficializou o 28 de abril como uma data internacional dedicada à promoção da saúde e segurança no trabalho.
Desde então, sindicatos, entidades e movimentos sociais realizam eventos em todo o mundo para lembrar as vítimas e cobrar medidas efetivas de prevenção. No Sindsprev/RJ uma importante atividade acontecerá nesta quarta-feira (29/4), a partir das 11h, no auditório do sindicato: um debate sobre a necessidade urgente de promover um ambiente de trabalho saudável e sem riscos. O evento é parte do ‘Abril Verde’ e será realizado para lembrar o ‘Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças Relacionadas ao Trabalho (28 de abril)’.
Segundo a Federação Nacional (Fenasps) no setor público federal, estadual e municipal faltam dados confiáveis sobre adoecimento no trabalho. Isso ocorre tanto pelo desmonte do SIASS entre 2016 e 2023 quanto pela ausência de um sistema efetivo de levantamento nacional.
A situação se agravou durante e após a pandemia, com a ampliação do trabalho remoto, jornadas exaustivas que chegam a 12 horas e a ausência de mecanismos adequados para notificação de acidentes e adoecimentos.
Muitos trabalhadores não têm acesso a apoio institucional nem a acompanhamento para recuperação. Grande parte dos casos permanece invisível e sequer é registrada.
Brasil tem 4 milhões de afastamentos do trabalho em 2025, maior número em cinco anos – O Brasil registrou cerca de 4 milhões de afastamentos do trabalho por doença em 2025, o maior número dos últimos cinco anos, segundo dados exclusivos obtidos junto ao Ministério da Previdência Social.
O volume reforça uma tendência de alta nos pedidos de benefício por incapacidade temporária — antigo auxílio-doença — e ajuda a traçar um retrato dos principais problemas de saúde que têm tirado trabalhadores de suas atividades. As dores nas costas e os problemas na coluna lideraram as concessões de benefícios no país. Em 2025, a dorsalgia (a dor nas costas) foi a principal causa de afastamento de licença, com 237.113 pedidos concedidos. O raio-x dos afastamentos, no entanto, mostra que outro tipo de doença ganhou peso e passou a disputar espaço com essas causas tradicionais: o emocional.



