“O caso confirma a denúncia de que o racismo é estrutural e atinge as pessoas negras todos os dias. É um absurdo que a população de pele preta siga sendo alvo da polícia fascista de Cláudio Castro. Precisamos de uma política pública voltada para o bem-estar do cidadão, que preserve a vida das pessoas”. A afirmação foi feita pela diretora do Sindsprev/RJ, Christiane Gerardo, em relação à morte da médica cirurgiã do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Andrea Marins Dias.
Segundo o site de notícias G1, a médica foi morta por PMs que ‘confundiram’ o seu carro com o de criminosos com os quais trocaram tiros, durante uma perseguição policial em Cascadura, Zona Norte do Rio. Andrea tinha acabado de sair da casa dos pais, onde esteve em visita pouco antes de ser atingida pelos disparos.
“O caso aconteceu por volta das 18h deste domingo (15). A mulher foi morta após ser baleada em uma troca de tiros durante a perseguição de uma viatura da PM contra criminosos em Cascadura, na Zona Norte do Rio, na noite de domingo (15). A vítima foi identificada como Andrea Marins Dias”, informa matéria do G1.
O site acrescenta “que o caso aconteceu na rua Palatinado, quando PMs do 9º BPM (Rocha Miranda) ficaram sabendo que um Corolla Cross estava praticando roubos na região. As esquinas entre as ruas Cupertino e Araruna, os policiais viram o suposto Corolla suspeito, um Jeep e uma moto. Os três veículos deixaram o local, dando início a uma perseguição”.
Os servidores do Inca foram pegos de surpresa, ao chegar nesta segunda ao trabalho, ficando revoltados com a notícia. Andrea Dias era médica cirurgiã oncológica, ginecologista, plantonista do HC IV (unidade de cuidados paliativos), e no entender geral na unidade, foi assassinada por PMs que a confundiram com bandidos por ela ser negra e estar num carro de alto padrão. Andrea fez residência médica no Hospital Federal Cardoso Fontes nos anos 1990. Morava em Jacarepaguá e cuidava dos pais idosos em Cascadura.
Alvo – Segundo moradores, Andrea tinha acabado de sair da casa dos pais e, pouco depois, foi baleada enquanto estava dentro de um carro modelo Corolla, na Rua Palatinado. Imagens mostram o momento em que os policiais abordam o veículo da médica e chegam a bater com fuzil na porta da motorista. Ao abrirem a porta, os agentes encontraram Andrea já sem vida dentro do carro.
Em nota a Polícia Militar, os policiais militares que participaram da ação foram afastados preventivamente das ruas até a conclusão das investigações. As armas dos agentes foram apreendidas e uma perícia complementar foi realizada no veículo nesta segunda-feira (16).


