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sábado, março 7, 2026
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Sindsprev/RJ denuncia ao MTE irregularidades da SPDM no Cardoso Fontes e da Viva Rio no Andaraí

Nesta segunda-feira (25/8), em reunião virtual com o auditor-fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Fabiano Rizzo, dirigentes do Sindsprev/RJ denunciaram a falta total de condições de trabalho nos hospitais Cardoso Fontes e Andaraí, descumprindo com isto as cláusulas do contrato de cessão entre o Ministério da Saúde e as organização sociais SPDM (Cardoso Fontes) e Viva Rio (Andaraí). Ano passado estas unidades federais foram repassadas pelo MS para a Prefeitura do Rio de Janeiro e, em seguida, para as OSs, terceirizando e privatizando a gestão.

“Denunciamos que os trabalhadores destas unidades estão submetidos a uma situação análoga ao trabalho escravo, já que enfrentam racionamento de água, trabalhando em meio a obras, sendo impostas a eles rotinas com sobrecarga de trabalho e assédio moral, além de serem mantidos contra a sua vontade nos hospitais, já que solicitaram oficialmente transferência para os institutos federais (INC, Into e Inca), como prevê portaria do MS, mas que o ministério sequer respondeu”, explicou a diretora do Sindsprev/RJ, Christiane Gerardo, que participou do encontro com o auditor do MTE.

A situação do Andaraí é semelhante a do Cardoso Fontes, com obras por todo o hospital. Foto : Magá

Caos – Toda esta situação, segundo a dirigente, descumpre os contratos de cessão à SPDM e à Viva Rio. Entre as denúncias de irregularidades estão a falta d’água ou o racionamento dela; servidores trabalhando em meio a obras, submetidos a um ambiente totalmente insalubre, com poeira e barulho, causando danos à saúde de servidores e pacientes; falta de segurança, que levou à queda do teto sobre um anestesista, no Hospital do Andaraí; descumprimento da cláusula prevendo a contratação de novos trabalhadores, submetendo os servidores das unidades ao aumento da sobrecarga de trabalho e ao adoecimento; além da pressão e assédio diário por parte dos gestores privados sobre os servidores, através de tratamento desrespeitoso e ameaças veladas; com remanejamentos para cobrir a falta de trabalhadores nos mais diversos setores, trazendo riscos para os próprios servidores e pacientes.

“A situação é de quebra de contrato. Só para que se tenha uma ideia, nem o dimensionamento de pessoal foi cumprido. No caso do Cardoso Fontes, o contrato com a SPDM previa a contratação de 1.200 novos trabalhadores, o que não aconteceu, submetendo os servidores a uma situação análoga à escravidão, já que estão trabalhando nas piores condições possíveis, não tendo sequer local adequado para o repouso durante o plantão, estando presos ao local de trabalho, já que os pedidos de transferência ao Ministério da Saúde sequer foram respondidos”, afirmou Christiane.

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