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sábado, março 7, 2026
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Sindsprev/RJ colhe assinaturas para o plebiscito sobre isenção do IR e taxação dos super-ricos

Nesta quarta-feira (16/7) a diretoria do Sindsprev/RJ iniciou a coleta de assinaturas do Plebiscito Popular 2025 organizado pela Frente Povo Sem Medo e pela Frente Brasil Popular. A consulta tem por objetivo pressionar o Congresso Nacional para que aprove o fim da escala 6X1, reduzindo a jornada de trabalho sem redução salarial; pela aprovação do projeto de taxação dos super-ricos e pela isenção do imposto de renda de quem ganha até R$ 5 mil. Outra reivindicação é para que seja assegurado o saneamento básico e público para todos, sem privatização.

Neste primeiro dia a Escadaria do Selaron foi escolhida como local da coleta de assinaturas. Neusa Beringui, diretora do Sindsprev/RJ, disse que o Largo da Carioca e a Cinelândia, estão sendo locais estudados para novas coletas para o plebiscito. A dirigente ressaltou que a pressão popular é necessária para denunciar o comportamento do Congresso Nacional, que tem sempre aprovado projetos contra a população, sendo taxados como inimigos do povo, sobretudo os presidentes destas Casas: Hugo Motta (Republicanos-PB) e David Alcolumbre (União Brasil-AP).

Diretores do Sindicato mobilizam a população para o plebiscito. Foto: Mayara Alves.

“É fundamental que a categoria e a população participem do plebiscito para que possamos pagar menos imposto de renda, para que os ricos sejam finalmente tributados sem a sonegação e a gente tenha mais tempo para viver com saúde e qualidade de vida, reduzindo a jornada de trabalho”, afirmou a diretora do Sindicato, Clara Fonseca. Participaram da coleta de votos do plebiscito ainda, os diretores Simone Santana, Ana Lúcia, Roseane Vilela, Luis Henrique, Luiz Henrique Santos, Osvaldo Mendes e Milton Alves.

Você pode também participar do Plebiscito Popular, clicando aqui.

O Centrão é contra o povo – Os trabalhadores precisam se unir para pressionar o Congresso Nacional a aprovar projetos que melhorem a vida da maioria dos brasileiros, como a proposta do governo federal de isentar do Imposto de Renda quem ganha até R$5 mil por mês e reduzir a alíquota dos salários até R$7 mil mensais.

Para isso, o projeto do governo federal propõe tributar altas rendas de quem fatura a partir de R$600 mil mensais, que não pagam nada e passariam a ser taxados em apenas até 10% (nas nações capitalistas mais desenvolvidas os mais ricos chegam a pagar 55% no imposto sobre as rendas e grandes fortunas).

Pressão popular pela isenção do IR até R$ 5 mil e taxação dos super-ricos. Foto: Mayara Alves.

O grande desafio da sociedade para tornar o Brasil mais justo é convencer o Congresso Nacional a aprovar essas medidas que promovem uma tributação como é no mundo inteiro, ou seja, quem ganha mais, paga mais.

Mas deputados e senadores do Centrão, como o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), estão criando resistência e derrubaram o Projeto de Lei do governo, que propõe ainda uma alíquota maior no IOF (Imposto Sobre Operações Financeiras) para garantir a isenção e redução de alíquotas do IR aos trabalhadores.

E o pior: os mesmos parlamentares que não querem que ricos sejam tributados, defendem que o governo corte gastos e que faça uma nova reforma da Previdência, elevando ainda mais a idade mínima para o brasileiro se aposentar e acabando com reajustes e aumento real nas aposentadorias e pensões do INSS. Enquanto isso, deputados, senadores, juízes e militares recebem gordas e integrais aposentadorias com muito menos tempo de trabalho e contribuição e eles nem falam nisso.

Votação prosseguirá em locais como Largo da Carioca e Cinelândia. Foto: Mayara Alves.

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