O diretor do Sindsprev/RJ e da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) Rolando Medeiros levou, na terça-feira (24/2), aos membros do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), em Brasília, questões ligadas às filas de pedidos de concessão de benefícios, e à situação precária da estrutura das agências do INSS do Rio de Janeiro. O objetivo foi obter da gestão do Instituto e dos ministérios presentes, a solução das questões apresentadas.
“Tive a oportunidade de colocar a situação do INSS do Rio de Janeiro, tanto para o presidente do INSS (Gilberto Waller Júnior), quanto para os representantes da Casa Civil, da Dataprev, ao ministro e ao secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, respectivamente Wolney Queiroz e Felipe Cavalcante; e informei sobre a reunião de diretores do Sindsprev/RJ com a superintendente no Rio, que respondeu aos questionamentos do Sindicato, relativos às condições de trabalho, em relação à climatização, informando que foram apresentadas respostas, mas que efetivamente não tivemos solução, até porque tudo passa pelo orçamento”, explicou o dirigente.
Rolando rebateu, também, um posicionamento da Dataprev no CNPS, que disse estar tudo às mil maravilhas no sistema, nos aplicativos. Disse ao ministro e demais presentes que há um grande problema no SIB (Sistema de Informação de Beneficiários), que não está funcionando, apesar de prestar serviço a milhões de segurados, sobretudo do BPC e afastamento de auxílio para tratamento de saúde.
“Depois fomos até o Palácio do Planalto onde estão acontecendo reuniões diárias entre o ministro da Previdência, o presidente do INSS, gestores do MPS, do MGI, para apresentar um programa de redução das filas de pedidos de concessão de benefícios, comandado pelo presidente Lula e pelo Chefe da Casa Civil, Rui Costa. A expectativa é que saia um projeto, capitaneado pela Casa Civil da Presidência da República, para resolver este problema; uma iniciativa que está sendo posta em prática a partir das denúncias sistematicamente feitas pelo Sindsprev/RJ diretamente à Casa Civil, à Secretaria de Relações Institucionais, à Secretaria-Geral da Presidência da República”, ressaltou o dirigente. “Vamos acompanhar para verificar o que vai sair destas reuniões, qual será este projeto para diminuição das filas”, complementou.
Disse que a solução tem que passar por aumento da mão-de-obra, por equipamentos necessários, pelo funcionamento do sistema. E também por responder aos ataques feitos aos servidores, como os do deputado Paulo Pimenra (PT-RS) que os responsabilizou pela fila do INSS, eximindo o governo. “Com os servidores cedidos para outros órgãos e os afastados por motivos de doença, contamos apenas com cerca de 15 mil servidores para atender 50 milhões de benefícios. Nos anos 1980 éramos 36 mil para 12 milhões de benefícios. Caímos para menos da metade dos servidores para 4 vezes mais benefícios. Então, não tem mistério: precisa de mão-de-obra, de equipamentos, escaner, impressoras, de climatização de valorização dos servidores. A população precisa de respostas, precisa ser bem atendida. Mas o MGI quer contratar trabalhador terceirizado, temporários, e não abre concurso público”, disse.
Ponderou, no entanto, que para ter sucesso em resolver o problema das filas o governo tem que ouvir os servidores, o movimento sindical, a superintendente e os gerentes das principais agências. “Não adianta só ouvir os burocratas que estão em seus gabinetes, longe do problema”, pontuou.
Wolney vem ao Rio de Janeiro – Rolando reuniu-se, ainda, com o secretário-executivo do MPS, passando para ele inforação sobre a entrega de cargos de Agências da Previdência Social por falta de condições mínimas de trabalho, segurança e responsabilização pelas filas de pedidos de concessão. “O ministro Wolney se comprometeu a estar no Rio de Janeiro em março para uma reunião com a superintendência e os gestores das agências para levar um pouco de tranquilidade, se comprometendo a resolver problemas crônicos, como a falta de estrutura (falta de climatização, equipamentos, mobiliário), filas de processos e falta de segurança”, adiantou.


