Em nota divulgada na noite desta terça-feira (28), entidades representantivas dos servidores públicos no Rio de Janeiro suspenderam o ato de protesto contra a reforma administrativa que aconteceria hoje (29/10), a partir das 14h, em frentre ao prédio da Alerj (Centro). A suspensão foi decidida em função do clima de grave insegurança pública decorrente de intervenção policial ordenada pelo governador Claudio Castro nos complexos da Penha e do Alemão. Intervenção que resultou na morte de 64 pessoas (4 policiais e 60 moradores), sem que o governo do Estado tenha — até o momento — explicado as circunstâncias em que tais mortes ocorreram. Intervenção que foi a maior chacina provocada por forças policiais do Estado do Rio em todos os tempos.
A suspensão do ato no Rio de Janeiro não altera o calendário da marcha nacional contra a reforma administrativa que servidores públicos federais, dos estados e prefeituras fazem hoje (29/10), a partir das 9h, em Brasília.
Sindicatos e associações exigem suspensão de expediente hoje (29), no RJ
Também assinada pelo Sindsprev-RJ, a nota pública redigida por associações e demais sindicatos do funcionalismo exige que, no dia de hoje (29), os governos Federal, Estadual e Municipal suspendam o expediente em suas repartições e orientem a suspensão de atividades na rede particular de ensino.
O texto da nota é concluído com a afirmação de que o funcionalismo público “se manterá organizado contra a reforma administrativa e contra a política de morte do governador Cláudio Castro”.
Assinam a nota, entre outras associações e sindicatos: Sindsprev-RJ, Sintufrj, Andes-RJ, Sepe-RJ, Asfoc-SN, Adur, Sindisep-RJ, Aduff, Sintifrj, Sindifisco Nacional (DS-RJ), Sinal-RJ, AduniRio, Assines, Assan e Sindiscope.


