Os diretores do Sindsprev/RJ, Carlos Vinícius Lopes e Robson Jordino, percorreram diversas agências do INSS no Rio de Janeiro para fiscalizar as condições de trabalho. Várias delas se encontravam em situação precária, como a APS Nilópolis, com o ar-condicionado central quebrado, com temperatura mais elevada do que a da rua, o que obrigou os gestores a ligar ventiladores; na de Duque de Caxias, os aparelhos antigos e obsoletos, não davam vazão ao calor, sendo, igualmente, usados ventiladores.
A orientação do Sindicato é para que as agências sem ar-condicionado paralisem suas atividades e entrem em contato com a entidade sindical, ou vice-versa. Outro assunto tratado foi o Programa de Gestão e Desempenho (PGD). A orientação é não assinar até que as negociações em curso sejam concluídas.
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Em Nilópolis, o calor extremo fez com que na sexta-feira passada, uma servidora desmaiasse. Segurados suavam e se abanavam com pedaços de papel ou leques. Na unidade não havia água para beber. Os diretores do Sindicato encontraram dois aparelhos de ar-condicionado split ainda embalados e descobriram que não haviam sido instalados porque o INSS não contratou uma empresa para isto. O mesmo aconteceu na APS e no prédio da Gerência de Caxias, que tinha seis aparelhos deste tipo aguardando serem instalados.
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Na Gerência Caxias, Carlos Vinícius e Robson Jordino, falaram aos servidores que participavam de um seminário no auditório do sétimo andar, tanto sobre os contatos do Sindsprev/RJ com o presidente do Instituto, Alessandro Stefanutto, em busca de uma solução imediata para o problema de climatização das agências, quanto sobre o Programa de Gestão e Desempenho (PGD). Todas as janelas do local estavam abertas, porque os equipamentos são antigos e não conseguem resfriar o ambiente.
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Vinícius explicou que aquela era a primeira de muitas visitas da nova diretoria do Sindsprev/RJ às agências, para levantar os problemas existentes e cobrar soluções. Relatou que o diretor do Sindicato Rolando Medeiros manteve contato com Stefanutto que se comprometeu a resolver o problema do ar-condicionado em todo o estado do Rio, através da aquisição e instalação de equipamentos em caráter emergencial.
Disse que a falta de ar condicionado, ou aparelhos que não dão vazão ao calor que se intensificou, é um problema grave e crônico nas agências do Rio de Janeiro. Na semana passada, esta situação obrigou os servidores a interromperem o trabalho nas APS de Angra dos Reis e na do Méier. Outro problema relatado pelo dirigente foi na Superintendência Rio, que está sem elevadores funcionando, com os servidores tendo que subir as escadas para trabalhar.
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PGD – Com relação ao PGD, Vinícius disse que o programa muda a relação de trabalho do INSS com os servidores, prejudicando a categoria, ao impor metas que se não forem atingidas podem gerar a instauração de processo administrativo e até a demissão. Para quem está em teletrabalho, o PGD impõe um aumento da meta de 30%.
“Vamos voltar a falar com o presidente do INSS sobre o assunto, cobrando mudanças para que o programa não penalize os funcionários. Também enviamos ofício reivindicando que Stefanutto prorrogue o prazo de adesão ao PGD. A orientação do Sindsprev/RJ e também da Federação Nacional, a Fenasps, é para que os servidores não assinem a adesão ao programa”, disse Vinícius.