Esta quarta-feira foi um dia especial para os servidores da ex-Sucam e ex-Funasa. A luta por um plano de saúde para quem trabalhou e lida com inseticidas no combate às endemias finalmente teve um resultado a favor dos trabalhadores. Liderados pelo Sindsprev-RJ, que cobrou e fez pressão junto aos parlamentares do Congresso Nacional, eles receberam a notícia da aprovação do Projeto de Lei 5489/2023, de autoria do deputado Lindbergh Farias, que determina que a União custeie assistência à saúde integral para os servidores da Sucam e Funasa, admitidos até 31 de dezembro de 1994, que tenham manuseado os inseticidas DDT, Malathion e outros classificados como carcinogênicos para seres humanos.
A proposta estende o benefícios aos dependentes naturais dos servidores.
Pedro Lima, diretor do Sindsprev/RJ, considera aprovação do Projeto de Lei uma vitória do Sindsprev-RJ e da categoria.
“Vamos continuar trabalhando para que esse ano seja um ano de vitória desse projeto. Muitos trabalhadores precisam desse plano de saúde para cuidar da saúde de sua esposa, que lavavam o seu uniforme e tinham contato com os inseticidas. Esse plano de saúde será fundamental para os trabalhadores e trabalhadoras do Ministério da Saúde, ex-funasa, hoje Vigilante da Saúde, e os companheiros da ex-Sucam e agentes de Saúde pública”, destacou.
Enilton Felipe, também diretor do Sindsprev/RJ, ressaltou que a aprovação do plano de saúde foi uma reparação pelo esforço e serviço prestado pelos servidores à comunidade em prol da saúde da população brasileira.
“Não fomos devidamente orientados com relação ao manuseio de inseticidas e muitos foram contaminados. Infelizmente, muitos não estão mais entre nós, já faleceram. Mas, inda há tempo de fazer essa reparação e justiça a todos os trabalhadores da ex-sucam e ex-Funasa. Mais um passo. Se Deus quiser todos poderão ter garantida a sua assistência e a sua saúde”, comentou.
A articulação pela aprovação do projeto começou em 2023, com a presença de diretores do Sindsprev-RJ junto a parlamentares, em Brasília.
“Primeiro partiu de uma conversa que tivemos com o parlamentar Lindbergh Farias, em 2023. Depois passou pelo relator Dimas. Os dois abraçaram o PL. Em seguida, contamos com a parceria do presidente da Comissão de Finanças e Tributação, Rogerio Correa”, revelou, acrescentando que os governos anteriores nunca atenderam a demanda dos servidores com o pedido de ajustar o plano de saúde com um valor que coubesse no bolso dos trabalhadores.
“O Governo chegou a pagar 70% e o trabalhador, 30%. Hoje você paga 100% do plano de saúde. Ou você come ou paga o plano de saúde. Portanto, fizeram esse reparo acertadamente e hoje nós temos condições de ter um plano de saúde que cabe em nosso bolso. Temos condições de caminhar com esse plano de saúde que será 0800 para o trabalhador, que tem a saúde debilitada, e que vai usar de forma adequada para garantir a sua saúde”, completou.
“Infelizmente perdemos colegas internados em UPAs, servidores que perderam sua vidas defendendo a saúde da população. Esse plano de saúde vem dar dignidade às pessoas da ex-Sucam e ex-Funasa”, concluiu Enilton Felipe.


