Servidores da saúde estadual reafirmaram, durante assembleia realizada nesta terça-feira (9/8), a necessidade de uma grande mobilização para que o Plano de Cargos e Remunerações (PCR) contemple os cargos dos níveis elementar e fundamental, excluídos da progressão na carreira. As futuras mobilizações também vão reivindicar a inclusão dos aposentados no PCR.
Realizada no auditório do Sindsprev/RJ, a assembleia também prorrogou por mais dois anos o mandato da atual direção do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde Estadual (Sindtserj), que é o representante formal dos servidores da saúde estadual. Outra deliberação aprovada na assembleia foi uma moção de repúdio contra os atuais gestores do Hospital Estadual Eduardo Rabello, acusados de perseguir os servidores daquela unidade por meio de transferências arbitrárias.
Implementada este ano, a versão final do PCR desagradou à maioria dos servidores dos níveis elementar e fundamental, que na prática foram colocados em uma espécie de carreira em extinção. Isto porque os servidores desses níveis não poderão ser submetidos à avaliação de qualificação exigida para progressão no plano.
“Hoje vivemos na saúde estadual uma situação que poderá piorar se o governador Claudio Castro for eleito. Nos hospitais, o que vemos são servidores sendo assediados e desrespeitados. Na implementação do PCR, o governo passou a perna nos servidores, excluindo os auxiliares de enfermagem e os aposentados.
Precisamos reagir a isto, e o Sindtserj é a nossa ferramenta de luta, que vai atuar junto com o Sindsprev/RJ, que sempre nos apoiou e esteve conosco”, afirmou Rosimeri Paiva, da direção do Sindtserj.

“Como representante da saúde estadual, o Sindtserj foi fundado antes da pandemia, mas sua atuação ficou prejudicada pelas dificuldades de mobilização dos últimos dois anos. Agora estamos retomando as lutas pelos nossos direitos, contra o assédio praticado por gestores nas unidades de saúde e para que os níveis fundamental e elementar sejam contemplados no PCR. Durante todo esse tempo, o Sindsprev/RJ foi essencial na luta pelo plano e em várias outras conquistas. Vamos mostrar ao atual governo que estamos vivos e exigimos o que é nosso”, frisou Clara Fonseca, também dirigente do Sindtserj.
Dirigente do Sindsprev/RJ, a servidora Milena Lopes fez uma saudação à assembleia. “Quero dizer que o Sindsprev/RJ continuará apoiando politicamente as lutas de vocês, que agora são representados formalmente pelo Sindtserj. A importância desta assembleia está no fato de referendar a atual direção para que se consolide o processo de criação do sindicato de vocês”, afirmou.
Também dirigente do Sindsprev/RJ, o servidor Octaciano Ramos (Piano) reforçou o chamado à mobilização. “Aqui ninguém está deixando politicamente o Sindsprev/RJ. Vocês da saúde estadual hoje estão dando um passo muito importante na construção do sindicato de vocês. Sindicato que será ainda mais necessário, pois os governos não são favoráveis à classe trabalhadora.
Vivemos um dos momentos mais difíceis e a luta não será fácil. Por isso vocês não devem se afastar do sindicato de vocês”, ressaltou.