A situação de saúde da população do município do Rio de Janeiro, com seus problemas e mazelas sociais, incluindo avaliação de ações e serviços prestados pela secretaria de saúde, serão apresentados na II Conferência Municipal de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora. O evento será realizado nesta quinta-feira (3/4), de 8h a 18h, no Instituto Municipal de Assistência à Saúde Nise da Silveira, no Engenho de Dentro.
Maria Ivone Suppo, diretora da secretaria de Imprensa e Divulgação do Sindsprev/RJ, ressaltou que a Conferência Municipal de Saúde é o espaço ideal para a discussão da saúde do trabalhador.
“Nós, como dirigentes sindicais, vamos levar nossas propostas e as dos trabalhadores que representamos para ser pauta dessa Conferência e definirmos sugestões para a Conferência Regional. É de suma importância estar na Conferência para dialogar com outros setores do controle social sobre a saúde do trabalhador, com o tema sobre direitos humanos”, avaliou.
Entre os principais objetivos da Conferência são temas de destaque: avaliação da situação de saúde do município; Formulação de diretrizes para a política de saúde local; e elaboração do Plano Municipal de Saúde (PMS).
“Lutamos por condições dignas de trabalho. É ter de fato atendimento dentro das nossas unidades de saúde. Não temos. Os trabalhadores estão praticamente abandonados dentro de suas unidades de saúde, sem amparo. O trabalhador adoece e vai para onde? Qual o direito que ele tem? E o trabalhador que é assediado?”, criticou.
Maria Ivone Suppo destaca que discutir a saúde do trabalhador, como direito humano, é dar condições ao cidadão de ter de trabalho, de ser respeitado e atendido.
“Estamos percorrendo as unidades do INSS. Muitas não têm uma cadeira decente, um computador decente. Tudo é direito humano. Os trabalhadores hoje da APS de Araruama estavam sem luz. O trabalhador é exigido. Ele fica doente e a situação piora ainda mais. Porque más condições de trabalho abalam psicologicamente o trabalhador e ele adoece cada vez mais. Tem que dar condições humanas de trabalho para o trabalhador”, enfatizou.
A dirigente acrescentou ainda que as propostas aprovadas nas Conferências devem ser colocadas em prática.
“Não é só dizer que a proposta foi aprovada. Muita gente discute a saúde do trabalhador, mas ninguém quer colocar isso em prática. Algumas propostas são aprovadas por alguém que está acima da gente, que não implementa nada do que se discute. Chega na última instância, no ministro. Ele não pode recusar de cumprir a deliberação de uma Conferência. O problema é que as deliberações são tomadas, mas não são colocadas em prática porque são destruídas politicamente por interesse do governo. Se foi aprovada por uma Conferência, tem que ser cumprida”, afirmou a dirigente.
Oswaldo Mendes, dirigente da secretaria Gênero, Raça e Etnia do Sindsprev/RJ, comentou que a Conferência Municipal de Saúde é importante na formulação da política nacional de saúde para os trabalhadores.
“Serve muito para saber, entre outros itens, se estão usando equipamentos de segurança adequados, se fazem exames periódicos”, lembrou.
O dirigente também destacou que a Conferência Municipal de Saúde pode ser fundamental na mudança de um quadro negativo, fornecendo informações sobre empresas e instituições.
“Em todos os lugares tem que ter fiscalização. O que estiver errado será debatido e deliberadas as soluções para os problemas”, concluiu o dirigente.