Em negociação com dirigentes da Federação Nacional, Fenasps, nesta quarta-feira (30/7), o presidente do INSS, Gilberto Waller Jr, disse concordar em promover alterações no Plano de Gestão e Desempenho (PGD), que devem ser definidas em conjunto com as entidades sindicais. A informação é da diretora da Federação, Thaize Antunes.
“O presidente concorda com a necessidade de rever o PGD e os processos de trabalho. Reivindicamos como as mais importantes mudanças, que passe a ser facultativo, que as metas sejam adequadas à complexidade do trabalho exercido no INSS e considerando a realidade da estrutura, sistemas constantemente inoperantes, parque tecnológico obsoleto, além da eliminação do acréscimo de 30% para quem está no remoto, dentre outros. Foi definido um prazo de quatro meses para discutir, INSS e entidades sindicais, conjuntamente, através dos comitês, e, ao final deste prazo deve sair um novo normativo com as novas características, ou alterações, do PGD e processos de trabalho”, explicou a dirigente. As novas normas do PGD já devem estar sendo colocadas em prática em dezembro.
(A Fenasps vai publicar um relatório sobre a negociação).
Acrescentou que foi definido com Waller Jr, que, já na próxima segunda-feira (4/8), vai haver uma reunião da Mesa Setorial, em que está pautada a reposição da greve 2024. “O presidente concorda com a prorrogação, mas quer discutir algumas condicionantes, e isso vai ser feito na Mesa Setorial”, adiantou. Disse ainda que, em relação ao mau funcionamento dos sistemas, o presidente frisou que o INSS está estudando uma solução com a Dataprev, que não está sendo uma discussão fácil. E em relação aos expurgos de metas com as recorrentes paradas dos sistemas, disse que estão tentando aprimorar para que fique mais condizente com a realidade.
Os dirigentes cobraram, ainda, o cumprimento dos acordos de greve de 2022 e 2024, que inclui a reestruturação da carreira, passar a considerar a carreira como típica de Estado, alteração do nível de ingresso para técnico do seguro social, o respeito à jornada de 30 horas, para os servidores de profissões regulamentadas, como o serviço social, a reposição da greve de 2024 de forma coletiva, e ainda, a instauração dos Comitês dos Processos de Trabalho e Previdenciários.
A Fenasps avalia que foi uma reunião importante, em que o presidente do INSS reconheceu a necessidade de mudanças, mas que é preciso que as negociações nos comitês e Mesa Setorial avancem com medidas concretas sendo efetivadas. “Cobramos também o empenho do presidente do NSS junto ao governo para o cumprimento dos pontos pendentes dos acordos de greve”, acrescentou.
Participaram da negociação, além de Thaize, os diretores da Fenasps, Daniel Emmanuel, Danielle Monteiro, Cristiano Machado, Viviane Peres, Márcio Freitas e Moacir Lopes.


