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sexta-feira, março 6, 2026
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Plebiscito na Central do Brasil tem grande participação popular

Nesta terça-feira (22/7) a banquinha do Sindsprev/RJ, que coletou votos para o Plebiscito Nacional 2025, esteve na Central do Brasil. A avaliação dos diretores do Sindicato presentes é a de que houve grande a participação da população, mesmo com a tentativa da Supervia, que privatizou os trens, de impedir que a consulta se realizasse na calçada em frente à Central, sob a alegação de que ali era uma área privada, restrita, e que atrapalhava o ir e vir das pessoas.

Para Maria Isabel Mariano, diretora do Sindicato, o número de votantes foi maior do que no Largo da Carioca e na Escadaria do Selaron. “O interesse em procurar entender os objetivos da consulta e daí querer votar foi muito expressivo. E a finalidade do plebiscito, além de obter um número expressivo de votos para pressionar o Congresso Nacional a atender o que se reivindica, que é o fim da jornada 6X1, isenção do imposto de renda até R$ 5 mil e a taxação dos milionários, é mobilizar as pessoas para que saibam do que está em jogo e conversem sobre o assunto com amigos e com a família, dando visibilidade a esta luta importante”, afirmou Isabel.

Plebiscito consulta população sobre fim da escala 6X1, isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais e taxação de grandes fortunas. Foto: Mayara Alves.

Também diretora do Sindsprev/RJ, Neusa Beringui classificou como excelente a participação. “Percebemos que está havendo um interesse crescente por saber mais a respeito do que está sendo tratado no plebiscito. Quando explicamos, por exemplo, sobre a jornada 6X1, imediatamente a reação é dizer que esta escala é uma escravidão, sendo que, a partir daí a pessoa de imediato quer votar”, explicou.

Para Neusa, as mais prejudicadas pelo esquema de trabalho atual, onde só há uma folga na semana e seis dias de trabalho, são as mulheres. “As mulheres têm jornada tripla: na empresa, cuidando da casa e da família, não sobrando tempo para o descanso, o lazer ou mesmo para estar mais presente com os filhos”, observou Neusa.

O próximo ponto de coleta de votos para o plebiscito será na Praia do Leme, em Copacabana, na sexta-feira.

Agentes da Supervia tentaram inviabilizar, sem sucesso, a coleta de votos do plebiscito na Central do Brasil. Foto: Mayara Alves.

Pressão da Supervia – A Supervia bem que tentou inviabilizar o plebiscito, argumentando que a presença da banquinha atrapalhava o ir e vir das pessoas. Para a diretora do Sindsprev/RJ Simone Ferreira, foi um ato de autoritarismo. “Se fosse lá dentro (do prédio da Central do Brasil) ainda vá lá, mas aqui do lado de fora, fora do caminho dos passageiros, não há motivo para tentar impedir o plebiscito”, disse.

A empresa que privatizou os trens, mandou seguranças para negociar a retirada da banquinha, demais materiais de votação e uma pequena caixa de som. Os diretores do Sindicato – Maria Isabel, Luis Henrique dos Santos e Enilton Felipe tentaram negociar diretamente com a administração, mas não conseguiram: não havia ninguém da diretoria da empresa no local indicado pelo chefe da segurança. O local era para atendimento a clientes.

Consulta organizada pelo Sindsprev/RJ continuará sendo realizada até setembro. Foto: Mayara Alves.

Num acordo com os seguranças, os diretores permaneceram no mesmo local até as 11 horas (a banca com os diretores chegou às 9 horas) e depois armaram a banquinha do lado de fora das grades.

Para o diretor Sidney Castro, a postura da Supervia mostrou que como é uma empresa privada tentou impedir a consulta porque é contra a extinção da jornada 6X1, da cobrança de impostos dos super-ricos e da isenção do IR até R$ 5 mil. “A Supervia quer continuar lucrando em cima desta jornada desumana e pagando menos imposto”, afirmou.

Isaac Gomes também denunciou a manobra da empresa. “Que eu saiba a calçada é pública, portanto, a Supervia não pode se arvorar em dona da calçada. Ela é uma concessionária e não pode extrapolar o seu direito, impedindo o plebiscito”, disse.

Participação no plebiscito é importante para pressionar Congresso a aprovar matérias de interesse dos trabalhadores. Foto: Mayara Alves.

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