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sexta-feira, março 6, 2026
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Nesta quinta-feira (14/8), a partir das 9h, todos ao ato público na APS Niterói do INSS

Acontece nesta quinta-feira (14/8) o ato público unificado que vai denunciar as precárias condições do INSS, onde a precarização do trabalho e problemas no atendimento aos segurados são cada vez mais frequentes. A manifestação será realizada a partir das 9h, em frente à APS Centro (Rua Visconde de Uruguai, 531 – Niterói). Se você é servidor do INSS lotado em Niterói, não deixe de participar.

Além do protesto contra o sucateamento do INSS, o ato desta quinta-feira (14/8) vai ter coleta de votos do Plebiscito Popular que está consultando os(as) brasileiros(as) sobre o fim da escala de trabalho 6 X 1; a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais; a taxação de grandes fortunas; e a definição do serviço de saneamento como direito fundamental. A coleta será realizada pela Regional Niterói do Sindsprev-RJ.

“Nossa intenção é sinalizar que precisamos nos unir à população para lutar contra o desmonte do INSS, a maior autarquia de previdência pública da América Latina. Uma instituição que é patrimônio de todos os segurados. Quanto ao plebiscito, queremos que o maior número possível de niteroienses participe da votação”, explicou Ivone Suppo, dirigente do Sindsprev/RJ em Niterói.

Presidente do INSS admite alterar PGD

Dia 30 de julho, em Brasília, durante reunião com representantes da Fenasps (federação nacional), o presidente do INSS, Gilberto Waller Jr., disse concordar em promover alterações no Programa de Gestão e Desempenho (PGD), alterações estas que deverão ser definidas em conjunto com as entidades sindicais. Entre outros pontos, Gilberto Waller Jr. concordou com a necessidade de rever o PGD e os processos de trabalho.

De sua parte, a Fenasps reivindicou que o PGD passe a ser facultativo, que as metas sejam adequadas à complexidade do trabalho exercido no INSS e considerando os problemas da estrutura, como sistemas inoperantes e parque tecnológico obsoleto. A Fenasps também reivindicou a eliminação do acréscimo de 30% de metas para quem está no trabalho remoto.

Ao final da reunião, foi definido um prazo de quatro meses para discutir essas pautas conjuntamente (INSS e sindicatos).

Cartaz de divulgação do ato desta quinta-feira, 14/8. Arte: Robert Jordino.

Orçamento do INSS para 2026 está ameaçado

As limitações impostas pela área econômica do governo Lula vão provocar um déficit de R$ 868 milhões para o INSS pagar suas despesas no próximo ano. A informação consta da proposta orçamentária da Previdência Social para 2026, enviada ao Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) pelo ministro da Pasta, Wolney Queiroz Maciel. A proposta de orçamento foi aprovada pelo CNPS em 29 de julho deste ano.

No documento, apesar de recomendar a aprovação do texto – conforme orientação do governo Lula (PT) –, Wolney admite a insuficiência do orçamento, ao afirmar que “será necessária, para as despesas discricionárias (aquelas que o governo tem o poder de decidir se realiza ou não), a suplementação de R$ 868 milhões para o INSS, com vistas a garantir o regular funcionamento operacional, observada a melhoria dos resultados apresentados pela Previdência Social nas contas e na qualidade dos serviços”.

Sucateamento de agências pode se agravar

Em documento oficial, o CNPS alerta que, com o corte de R$ 868 milhões nas despesas discricionárias relativas ao INSS, não haverá “crédito orçamentário para honrar as despesas já contratadas” com a Dataprev “a partir de setembro de 2026”, além de “deixar de arcar com 193 milhões de reais de Despesas de Exercícios Anteriores”. O Conselho acrescenta que, em relação às unidades do INSS, a insuficiência de recursos vai fazer com que não sejam prorrogados, após outubro de 2026, os contratos de vigilância, limpeza, higienização e apoio administrativo de todas as unidades do Brasil”, e que também não haverá dinheiro para a prorrogação dos contratos da Central de Atendimento 135 após novembro de 2026.

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