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sexta-feira, março 6, 2026
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Mulheres negras marcham em Brasília por reparação e bem viver

A Marcha das Mulheres Negras, realizada em Brasília, nesta terça-feira (25), lançou o manifesto por reparação e bem viver, firmando o compromisso do grupo com a sociedade. Milhares de mulheres negras de todas as regiões do país e também do exterior ocuparam o entorno do Museu da República. A estimativa é de que cerca de 500 mil pessoas ocuparam as laterais do gramado da área central de Brasília. Cristiane Santos, Heloisa Fonseca, Roseane Vilella, Simone Santana e Neusa Beringui, diretoras do Sindsprev/RJ, estiveram presentes.

Cristiane dos Santos, diretora da Secretaria de Gênero, Raça e Etnia do Sindsprev/RJ, destacou que a Marcha Nacional das Mulheres Negras é resposta de luta árdua.

“Há dez anos, ela não acontecia. Com eventos estaduais lotados, não seria diferente na Nacional. Com o foco em reparação e bem viver, Brasília foi tomado por esse momento ímpar para as mulheres negras desse país que lutam por igualdade e equidade. O Sindsprev/Rj é árduo nas lutas sociais. Marcou presença através da secretaria de Gênero, Raça e Etnia”, comentou Cristiane dos Santos.

Pelo governo federal, a ministra da Igualdade Racial (MIR), Anielle Franco, chegou à marcha cercada, de um lado, pela deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ), do outro pela também deputada Benedita da Silva (PT-RJ), exaltada por ser a primeira mulher negra a se tornar deputada federal (1987) e também senadora (1995) no Brasil.

Do alto de um dos carros de som, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, declarou que a presença do ministério simbolizava uma ponte entre movimento e Estado.

“Permaneceremos avançando, marchando por bem-viver e por reparação. Por todas as mães que perderam seus filhos e por todas aquelas que vieram antes de nós. Seguimos juntas em marcha, na positividade, hoje e sempre.”

Do luto à luta

Durante o ato, a ministra lembrou da irmã, a vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco, assassinada em 2000 junto com o motorista dela, Anderson Gomes. Uma das palavras de ordem era “Marielle, presente. Marielle vive.”

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