Na página 44 de seu programa de governo, o candidato da extrema direita à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), ataca virulentamente a existência e a autonomia dos sindicatos de trabalhadores no Brasil. Sindicatos que ele busca desqualificar, mas que são ferramentas indispensáveis de luta e mobilização da classe trabalhadora.
O verdadeiro objetivo de Flávio Bolsonaro (PL) é extinguir e destruir completamente todos os sindicatos de trabalhadores existentes no Brasil e, assim, deixar empresas e patrões à vontade para cortar direitos, reduzir salários e aumentar ainda mais a superexploração sobre a força de trabalho. Isto porque, no programa de Flávio Bolsonaro, um tópico central é o incentivo ao trabalho desregulamentado e sem direitos como férias, 13º salário, FGTS e previdência social. Trabalho de sol a sol, de domingo a domingo, pago por hora, sem limites de jornada e sem descanso semanal remunerado.
Importante lembrar que, em 2019, no início do governo de Jair Bolsonaro — pai e mentor de Flávio —, foi editada a Medida Provisória (MP) nº 873, que na época suspendeu ilegalmente os descontos em folha (consignação) de todos os trabalhadores brasileiros filiados a sindicatos. Em complemento à MP 873/2019, o governo de Jair Bolsonaro também editou o Decreto nº 8.690, suspendendo as consignações das associações profissionais. O objetivo era sufocar financeiramente todos os sindicatos de trabalhadores. O que só não aconteceu porque houve uma grande reação dos trabalhadores e do Poder Judiciário em todo o país.
Se Flávio Bolsonaro for eleito presidente em 25 de outubro deste ano, é muito alta a probabilidade de haver nova suspensão ilegal dos descontos em folha.
Daí a importância de todos(as) os(as) trabalhadores(as) derrotarem a candidatura de Flávio Bolsonaro nas urnas. O programa de governo de Flávio é um programa de desmonte completo das principais instituições brasileiras.

