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quinta-feira, abril 3, 2025
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Enquanto a rede federal agoniza pela falta de profissionais, Ministério da Saúde se finge de morto

Enquanto o Ministério da Saúde continua se fingindo de morto, a rede federal de saúde do Rio agoniza e vive o mais absoluto caos. Em toda a rede, cerca de 1.515 leitos já foram fechados ou estão impedidos (sem condições de uso) devido à falta de profissionais para operá-los. O resultado tem sido uma intolerável situação de desassistência à população carioca, fato ainda mais grave por acontecer em plena curva ascendente da covid-19.

O agravamento da carência de profissionais na rede federal foi provocado pela insistência do Ministério da Saúde em realizar um certame absolutamente irregular. Um certame que arbitrariamente excluiu 90% dos profissionais que há anos já atuavam na rede federal até 31 de dezembro, impedindo esses profissionais de pontuarem no quesito ‘experiência’. O resultado foi que, desde o último dia 1º de janeiro, a rede federal perdeu mais de 2 mil profissionais. Somente 1.419 contratos temporários foram prorrogados. Mesmo assim, até fevereiro.

No Hospital Federal de Ipanema, por exemplo, o 4º da unidade teve de ser fechado e o centro cirúrgico cancelou todas as cirurgias. Em Ipanema, mais de 60% dos leitos foram impedidos.

No Hospital Federal do Andaraí (HFA), setores inteiros — como pediatria — foram fechados e o serviço de pronto atendimento também teve de ser reduzido.

No Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, a situação também é alarmante, sobretudo pela falta de médicos plantonistas. Embora mantenha sua emergência aberta, a unidade está sem cirurgião de plantão.

Já no Hospital Federal da Lagoa (HFL), só 83 dos 235 leitos estão funcionando.

Deputada denuncia Bolsonaro e Pazuello à OMS

No último domingo (3/1), a deputada estadual Enfermeira Rejane (PCdoB) denunciou Bolsonaro (sem partido) e o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, à Organização Mundial de Saúde (OMS). A denúncia foi enviada ao diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreysus.

No documento, a parlamentar acusa o presidente da República e o ministro da Saúde de ‘conduta omissiva e comissiva’ (deixar de fazer e fazer intencionalmente) por dispensarem 4.500 profissionais de saúde, recusando-se a prorrogar seus contratos temporários que venceram em 31 de dezembro último.

Em outubro de 2020, o Departamento Jurídico do Sindsprev/RJ ingressou com ação civil pública junto à 29ª Vara Federal do Rio, pedindo a concessão de liminar para suspender o certame. Após mais de 40 dias de espera para que a Advocacia-Geral da União (AGU) se manifestasse no processo, a titular da 29ª Vara Federal, juíza Sandra Meirim Chalu Barbosa de Campos, não decidiu e então solicitou ao Ministério Público Federal (MPF) um parecer sobre a ação. Três dias após a solicitação da juíza, feita em dezembro, o MPF emitiu parecer favorável à concessão da liminar. No entanto, até o momento a juíza da 29ª Vara Federal ainda não decidiu.

 

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