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Em nota oficial, Conselho Nacional de Saúde repudia chacina no Alemão e na Penha

Em nota oficia, emitida nesta quarta-feira (29/10), o Conselho Nacional de Saúde (CNS) instância máxima do controle social do Sistema Único de Saúde (SUS), repudiou o massacre que resultou na morte de 134 pessoas no chamado Complexo do Alemão a na Favela da Penha.

“O CNS expressa sua profunda solidariedade às famílias das vítimas e a toda a população do estado fluminense, que tem sido submetida à violência e ao medo em seu cotidiano há décadas. O que ocorreu não pode ser tratado como um episódio de “enfrentamento ao crime” ou “megaoperação de combate ao tráfico”, mas como uma tragédia humana que expõe as falhas das políticas públicas de segurança, que, ao invés de priorizarem a proteção da vida, transformam nossas comunidades em campos de batalha”, afirma o documento.

Leia a nota oficial do CNS na íntegra

O Conselho Nacional de Saúde (CNS) vem a público manifestar repúdio e indignação à chacina ocorrida no Rio de Janeiro, em 28 de outubro de 2025. Até a tarde do dia 29/10, o massacre resultou na morte de pelo menos 120 pessoas, entre as quais estão, lamentavelmente, moradores de comunidades e policiais militares.

O CNS expressa sua profunda solidariedade às famílias das vítimas e a toda a população do estado fluminense, que tem sido submetida à violência e ao medo em seu cotidiano há décadas. O que ocorreu não pode ser tratado como um episódio de “enfrentamento ao crime” ou “megaoperação de combate ao tráfico”, mas como uma tragédia humana que expõe as falhas das políticas públicas de segurança, que, ao invés de priorizarem a proteção da vida, transformam nossas comunidades em campos de batalha.

Neste momento de dor e consternação, o CNS reafirma sua missão de defender os direitos da população e denunciar as violações que afetam a saúde e a vida do povo brasileiro.

O ocorrido não pode ser instrumentalizado como pauta político-ideológica, tampouco servir de combustível para narrativas desinformativas, que distorcem os fatos e dificultam a busca por justiça, verdade e responsabilização. A vida e a saúde devem estar acima de qualquer manipulação informacional.

A responsabilidade do Estado em garantir o direito à segurança deve ser acompanhada do dever de preservar a vida e a saúde da população. O ataque desproporcional aos cidadãos em contextos de vulnerabilidade, que incluem as favelas do Rio de Janeiro, não pode ser tolerado. O medo, a dor, o luto e a perda têm um impacto profundo e duradouro na saúde mental dos indivíduos e das comunidades e não devem ser normalizados.

O Conselho Nacional de Saúde convoca a sociedade civil, movimentos sociais, organismos de direitos humanos e as instituições governamentais a unirem forças para que essa chacina não seja apenas mais uma história de dor e impunidade, mas um marco para a transformação das políticas públicas no Brasil, visando um modelo que promova a paz, a segurança e, acima de tudo, o respeito à vida e à dignidade humana.

Conselho Nacional de Saúde (CNS)

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