Protestos estão acontecendo em todo o mundo contra o covarde ataque militar do governo Donald Trump à Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro, na madrugada de sábado. No Brasil haverá manifestações de rua, nesta segunda-feira (5/1), nas principais cidades do país.
No Rio de Janeiro, o ato terá concentração a partir das 15 horas, na Cinelândia. De lá, os manifestantes seguem em passeata até a sede do Consulado dos Estados Unidos, na Avenida Presidente Wilson, 147, quase esquina com a Rua México, onde haverá um protesto, às 16 horas.
As manifestações estão sendo convocadas pelas Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, das quais participam entidades do movimento social, centrais sindicais, entre elas a CTB, CUT e Conlutas, sindicatos, como o Sindsprev/RJ, movimento dos sem-terra e sem teto, de mulheres, movimento negro, e partidos políticos de esquerda.
O ataque foi ordenado pelo presidente de extrema-direita dos EUA, Donald Trump, e teve como objetivo se apossar do petróleo venezuelano, e dar início a uma política de dominação de toda a América Latina, através da força militar. Foi a primeira vez que o país do norte fez uma intervenção militar direta, com bombardeios sobre a América do Sul, embora tenha apoiado diversos golpes militares na região, como o de 1964 no Brasil.
No bombardeio e no sequestro de Nicolás Maduro e sua esposa Cília Flores as forças armadas dos Estados Unidos mataram 80 pessoas. Maduro e sua esposa foram levados à força para o porta-aviões Iwo Jima, no mar do Caribe, e conduzidos até o Centro de Detenção no Brooklin, em Nova Iorque.
A alegação de Trump para a ação militar é a de que o casal ‘chefiava um cartel de narcotráfico’, versão derrubada pelo próprio presidente dos EUA que em coletiva, declarou abertamente que seu país passaria a controlar o petróleo venezuelano, que passaria para o comando de empresas estadunidenses, e que ‘administraria’ a Venezuela.
Durante o pronunciamento, afirmou que a economia petrolífera na Venezuela está um “fracasso” e acrescentou que os EUA estão “prontos” para realizar um segundo ataque “muito maior” ao país, se necessário. Trump deixou claro que poderia agir da mesma forma contra a Colômbia, cujo presidente é Gustavo Petro, a quem também chamou de narcotraficante. E à Cuba.
O ataque à Venezuela deixou evidente a nova política Trumpista de pressão constante e chantagens, e mesmo, intervenção militar, nos países da América Latina não alinhados aos Estados Unidos, como o Brasil. No domingo, o Brasil, Chile, Colombia, Uruguai, México e Espanha divulgaram nota condenando o ataque militar dos EUA à Venezuela, lembrando que contraria princípios fundamentais do direito internacional, em particular a proibição do uso e da ameaça do uso da força, o respeito à soberania e à integridade territorial dos países. A nota reitera que a situação na Venezuela deve ser resolvida exclusivamente por meios pacíficos, por meio do diálogo, da negociação e do respeito à vontade do povo venezuelano.
O governo da China condenou a ação dos Estados Unidos que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa Cília Flores. A operação também foi rechaçada pela Rússia outro aliado histórico de Caracas. Em comunicado oficial, Pequim classificou a ofensiva como uma violação do direito internacional e da soberania venezuelana. O Irã, outro país alinhado a Caracas, também se manifestou contra a ação dos Estados Unidos.


